Mostrando postagens com marcador Demônios. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Demônios. Mostrar todas as postagens

domingo, dezembro 18, 2011

Retrospectiva Literária 2011


RETROSPECTIVA LITERÁRIA 2011

  • O livro infanto-juvenil que mais gostei:
Percy Jackson e o Último Olimpiano - Rick Riordan




Tive que escolher uma das aventuras de Percy. Toda a série é maravilhosa, mas o melhor é sempre a conclusão. Bom, nem sempre. Mas nesse caso é.
______________________________
  • A aventura que me tirou o fôlego:
Jogos Vorazes - Suzanne Collins, sem nenhuma dúvida.




Nem preciso comentar muito néh? Quem já leu Jogos Vorazes sabe o quanto esse livro é sensacional. Quem não leu, levante o seu traseiro dai e vá ler.
______________________________
  • O terror que me deixou sem dormir:
Nenhum livro de terror. Não faz meu gênero. 
______________________________
  • O suspense mais eletrizante:
Em Chamas - Suzanne Collins



A continuação de Jogos Vorazes é ainda mais tensa e eletrizante do que sua antecessora. Viver na corda bamba ao lado da Katniss deu direito a essa colocação. 
_______________________________
  • O romance que me fez suspirar:
Personal DemonsLisa Desrochers




Por que nada é mais romântico do que ver garotos maus serem extremamente gentis com as garotas que amam. Imaginem então quando um demônio, que tem sua natureza voltada para o mal, se torna alguém gentil e protetor por que é capaz de amar?
Suspirei horrores.
_______________________________
  • A saga que me conquistou:
A Irmandade da Adaga Negra




Essa saga até ganhou página especial no blog. Falando sério, eu sou loucamente apaixonada por esses vampirões territorialistas e sexys.
________________________________________
  • O clássico que me marcou:
Não li nenhum clássico. Li muitos deles enquanto era muito jovem (mais do que sou hoje) e desapeguei. Talvez algum dia eu releia alguns que eu simplesmente detestei na época em que li, por que isso pode ter sido culpa de eu não ter entendido. =(
_________________________________________
  • O livro que me fez refletir:
Não foi apenas um livro, mas toda uma série. A trilogia de The Hunger Games (Jogos Vorazes) sempre me faz refletir. Será que chegaremos a esse ponto em nosso mundo? Esse poderia mesmo ser nosso destino? É meio cruel, mas impossível não ficar pensando nisso por horas...


_____________________________________________
  • O livro que me fez rir:
Compêndio - Irmandade da Adaga Negra - Guia Oficial da Série


Vocês não tem noção de como esse guia é sensacional. J.R.Ward é completamente pirada, mas vale cada parágrafo desse livro. Na verdade até muito mais. Esse Guia é completamente impessoal, cheio de bom humor e com ele conhecemos os irmãos em momentos completamente aleatórios e descontraídos. Muito bom. Eu ri alto durante muitas partes e em muitos momentos eu tive que fechar o livro para rir. Foi sensacional.
Eu não quis resenhá-lo no blog. Simplesmente por que não.
_______________________________
  • O livro que me fez chorar:
A Esperança - Suzanne Collins


O final da história de Katniss e Peeta, como eu mesma já tinha dito durante a resenha de Jogos Vorazes, não é feliz nem satisfatório. Não é bonito nem muito menos fácil. Por isso eu chorei. E muito. Queria que tudo fossem flores no final da garota em chamas, mas eu sabia que isso era tolice da minha parte. Nada deu certo nessa série em momento algum, por que começaria dando no final? Eu hein.
_______________________________
  • O melhor livro de fantasia:
Cidade dos Ossos - Cassandra Clare


Ah, esse foi dos bons. História maravilhosamente ambientada, personagens mais do que bem estruturados, mundo absolutamente desconcertante. Está tudo ali. Também pudera, sendo tão fã de J.K. Rowling, só podia vir coisa boa mesmo. 
________________________________
  • O livro que me decepcionou:
Os Vampiros de Morganville - Rachel Caine


Ah, esse é mesmo péssimo. Nem quero falar dele de novo. Quero esquecer que um dia tive que lê-lo. Argh.
_________________________________
  • O livro que me surpreendeu:
A Hospedeira - Stephenie Meyer




Já falei isso antes, mas vou me repetir: se você conseguir pular a longa e chata introdução, você vai ser amplamente recompesado! Esse livro é maravilhoso, mas somente para quem persevera!
_______________________________________
  • A frase que não saiu da minha cabeça:



"[Maddox] Se ele tivesse presas, morderia, de tanto que ansiava pelo gosto do sangue. Teria sido capaz de drenar alguém até que ficasse totalmente seco. Como não as tinha, ergueu o pé e chutou o rosto de alguém. Grunhiu com satisfação ao ouvir um uivo.
- Segurem as malditas pernas dele.
- Não posso. Estou segurando os braços.
- Ponha-o a nocaute, Paris.
- Claro. Não quer que eu solte diamantes pelo traseiro enquanto isso?"
(A Noite Mais Sombria - Gena Showalter - p.243)


HAHAHAHA!
_________________________________
  • O(a) personagem do ano:
Zsadist!
Ah, Z.
Esse vampiro tão incrivelmente maravilhoso, sexy, grosseirão e gentil!
Eu sou apaixonada por ele, desde Amante Sombrio, quando ele era apenas frio e escuridão.
Amor a primeira vista, eu sei. E, como personagem, há ainda o fato de que ele foi o personagem que mais se desenvolveu e cresceu, somente de forma positiva.
E eu sonho com seus olhos amarelos e em como eu beijo suas tatuagens e...
cof cof
____________________________________
  • O casal perfeito:
Uau, essa foi difícil. Mas, apostando em química e em como os personagens do casal ficam melhores quando estão juntos, acho que vou de Lucien e Anya. O casal de O Beijo Mais Sombrio funciona perfeitamente junto.
E não entenda mal. Um não precisa do outro para ser melhor, mas eles são perfeitos juntos. E, eu tenho um fraco por homens com cicatrizes! X3



___________________________________________
  • O(a) autor(a) revelação:
Mandy Porto



A opinião sobre seus livros são controversas... Mas eu simplesmente amei o trabalho dela! XD
___________________________________________
  • O melhor livro nacional:
Filhos de Galagah - Leandro Reis



Eu já sabia que ia ser sensacional, e não me decepcionei.
__________________________________
  • O melhor livro que li em 2011:
Amante Desperto - J.R. Ward


Ah, Zadist!
Eu amo você!
*-*
______________________________
  • Li em 2011 ...... livros.
30 livros. Deveriam ter sido 56, mas fiquei devendo!
________________________________
  • A minha meta literária para 2012 é:
56 livros! Para mais.


______________________________
E vocês aí? Como foi seu ano com os livros? Se agitem aí nos comentários e me contem!


Ja ne!
____________________________________

quinta-feira, setembro 22, 2011

Filhos de Galagah - Leandro Reis


"Filhos de Galagah traz personagens inesquecíveis que irão honrar suas tradições neste mundo de glórias e tragédias. Heróis nobres e companheiros de passado sombrio que colocam em prática o treinamento de uma vida. Enquanto a pior sorte de vilões se prepara, nas sombras, para seus maiores planos.
Uma história apaixonante, que narra o inicio da jornada da heroína Galatea Goldshine, a mais nova de uma família que, por gerações, luta para proteger seus súditos de seu reino dos males do mundo e sobrevive a maldição secular: Enelock, Lorde Supremo dos Mortos, imortal e invencível, senhor de um reino de mortos-vivos e detentor de um ódio sem igual contra o povo de Galagah.
Aventura, emoção, batalhas intensas e vitórias inesquecíveis se revelem nesta obra, que também traz encontros e alianças improváveis na busca do destino..."
______________________________________

Olá, Olá!
Como vão?

Eu, depois de um longo e tenebroso inverno, estou de volta. E, graças aos deuses, estou de volta em grande estilo!
Eu estive na Bienal do livro do Rio de Janeiro, mas nem acho que vou entrar em muitos detalhes para contar como foi. Sabe, daquele tipo de fazer post e coisa e tal. Tem muito sobre a Bienal por aí na blogosfera e não vejo por que me repetir. Só digo que é MUITO legal mesmo, vale muito a pena e aconselho todo mundo a ir... Daqui a dois anos.

Mas como sempre, indo ao que interessa, o livro do qual falo hoje foi uma grande oportunidade para mim. Há um tempo atrás eu dei sorte de "descobrir" um booktour com o primeiro livro da trilogia do Legado Goldshine e, é claro corri para participar. Depois, olhando com mais calma vi que quem estava fazendo o booktour era o próprio autor o Leandro Reis, mais conhecido como @Radrak.
Eu dei sorte de muitas formas, por que além de ter me apaixonado por um novo mundo, o autor é mesmo muito legal e atencioso.

Eu não pude conhecê-lo pessoalmente na Bienal, mas comprei logo a trilogia do Legado, para vocês terem uma ideia do quanto gostei do primeiro volume da história.

Bom, a história. Para falar a verdade eu nem sei por onde começar precisamente. Foram muitas e grandes as surpresas que me abalaram (positivamente) e me deixaram sem fôlego. 
O Mundo aqui é outro. Medieval e dividido em vários reinos. Com reis e rainhas e uma guerra iminente contra um grande mal. Parece algo que você já leu? Não se engane. É aqui que tudo se torna diferente.

Primeiro, o protagonista. Galatea Goldshine. A escolha de uma mulher para heroína foi uma das coisas que me fez gostar especialmente de Filhos de Galagah. E ela é absolutamente linda. Sério mesmo. Todos os homens simplesmente tem que olhar para ela uma segunda vez. Eu meio que a imaginei como essas super modelos loiras com mais de 1,80 de altura. Mas com mais músculos, sei lá. Por que o que essa mulher é capaz de fazer em batalha, não pode ser coisa de anoréxica nem a pau. Nem mesmo com a ajuda de Radrak!
Em várias passagens ela é subestimada e quem o faz se arrepende amargamente. Ela é muito justa e sua fé em seu Deus é tão grande que ela provavelmente é capaz de fazer qualquer coisa em nome dele. Ela é o melhor herói que eu vejo em muito tempo. Mas Galatea é boa demais para uma garota de 17 anos. Quero dizer, qual é o defeito dela? Ela se foca totalmente em sua missão e em sua fé. Isso é possível? É um pouco fora da realidade que alguém seja tão perfeito. É meio sobrenatural que ela seja praticamente uma Deusa. E as pessoas não param mesmo de endeusa-la, então, eu meio que concordo com a Iallanara quando ela se cansa de todo mundo morrendo de amores pela Galatea e fazendo tudo por ela antes de ela precisar pedir.
Mas no caso da Iallanara é puro despeito. No meu caso é... Lógica?
Sei lá.

Isso me faz pensar no nosso anti-herói a co-protagonista Iallanara. Curiosamente, o personagem com quem mais me identifiquei. Eu gostei dela de graça no começo, mas depois foi se tornando algo justificavel. Ela teve uma infância terrível e esteve sempre sozinha. Eu acredito que os demônios que ela tem que enfrentar são piores do que os de Galatea. E ela é ruiva. Como eu. Por que ela não pode ser mais bonita do que a Galatea? =X
E ela é bruxa. O que pode ser mais legal do que ser bruxa? Nada, se você é da geração Harry Potter como eu.
Mas assumo que ser bruxa do jeito da Iallanara não é muito legal não. Mas eu estou MUITO na torcida por ela!
\o/
GOGOGO Iallanara! Go!

Segundo, talvez a principal razão por trás da coisa toda de gostar da história: Dragões! O que pode ser mais legal que Dragões?
*-*
E, aqui, eles foram usados com o devido respeito. Eles são super foda e poderosos. Nada pode ser melhor que dragões. Infelizmente eu não os vi em sua verdadeira forma, mas espero que tenham batalhas épicas cheias de dragões em seu poder total no futuro!
*O*

E também tem o Ethan. Que é suuuuper foda. Já viveu alguns séculos e é cheio de mistério e sabedoria. E Sephiros que é um Elfo mago. Um. Elfo. Mago.
Meu coração esta dividido entre os dois e não sei dizer qual deles é o "meu" cara. Vamos continuar lendo para ver qual deles vai me fazer cair de joelhos. Não sei mesmo de qual dos dois eu gosto mais.

...
O quê?
Toda série tem que ter aquele personagem especial que faz seu coração bater mais forte com as situações que o colocam em perigo e...
...
Ah, ta bom. Eu sou a estranha que se apaixona por personagens de livros. E daí?
¬¬

Mas, acima de todos eles está Gawyn. Ele é um elfo que foi criado por humanos como escravo. Ele também teve uma vida muito difícil. Mas a forma dele de lidar com isso é brilhante. Ele é MUITO, MUITO engraçado. Eu ri alto sozinha por causa dele. Tive que fechar o livro para rir dele várias vezes. Aliás, depois de um final SUPER TENSO com várias reviravoltas e uma leitura frenética para saber logo o que diabos ia acontecer, eis que me surge Gawyn e me faz terminar o livro morrendo de rir.
Ele é o melhor personagem para mim. Ele tem variações de humor, sim, mas nada disso afeta o jeito dele de ser. Tipo o Peter Parker dos quadrinhos, sabe?
Solta-lhe um soco na cara seguido de uma piadinha sobre isso.

Filhos de Galagah nos conta o começo da jornada de Galatea para trazer uma paz há muito almejada por seu povo e sua família. Ela se torna uma Guardiã da Vida, tomando o lugar que era de seu irmão mais velho e primogênito. Sob a sombra do maior inimigo de sua família, que também é a personificação do mal, Enelock. Ela tem a "sorte" de encontrar alguns amigos em sua jornada. Mas ela também encontra muitos problemas.

A todo momento confusões apararem e Galatea se envolve inclusive, nas que não tem nada haver com ela. São problemas inusitados, são problemas intensos. São problemas mesmo.
Mas Galatea tem fé, tem coragem, tem amigos. E juntos, minha nossa, eles fazem um estrago bonito mesmo. Aliás, Galatea sozinha, apenas com sua espada e seu escudo, faz um estrago TREMENDO. É muito movimentada toda a cena de batalha e você entra tanto no clima que é capaz de xingar quando algo da errado.
Não dá para supor nada sobre o que pode acontecer em seguida e isso é o mais interessante. Você lê sem saber onde aquilo vai dar. Eu praticamente não larguei o livro. Foi emocionante, para dizer o minimo.

Tenho que ressaltar que o mundo criado aqui é muito bem trabalho. Você é o tempo todo introduzido a novas religiões, dogmas e a um mundo inteiramente novo e tão completamente bem construído quanto a Terra Média, Nova Éther ou Westeros. Há muitas especies racionais coexistindo, sociedades que interagem em vários níveis e muitas referencias que eu adoro, como os Elfos, os Centauros e mesmo os assustadores Mortos-Vivos. 

Achei que faltou romance. Claro que esse não é o foco da história, mas eu gosto quando tem um romance acontecendo em alguma história secundária, sei lá. Sabe o lance do amor que sobrevive a toda a guerra e todo o mal e coisa e tal? Pois é, é minha parte preferida. Xp

Veja bem, se você não reparou, a minha reclamação sobre a história é sobre a perfeição da protagonista... De tudo o que eu já reclamei na minha vida de blogueira, acho que essa é a minha reclamação mais leve.

Eu já agradeci ao Leandro pela maravilhosa oportunidade de conhecer seu mundo e me apaixonar por ele. Eu comprei a trilogia inteira na Bienal e espero terminar de lê-la em breve. Ela agora está em um lugar muito especial da minha estante, ao lado de J.R.R. Tolkien, George R.R. Martin e Raphael Draccon. E juro por Deus, não deixa nada a desejar para nenhum deles. É um lugar de destaque! Muito merecido.

Eu adorei. Não tenho como recomendar mais.
Leiam. Leiam. Leiam.
É uma ordem!
...
Vocês já sabem o que acontece quando me desobedecem, certo?

Pedobear vai pegar vocês.

Dou 5 estrelas, entra para os favoritos e entra para o cantinho mais especial da minha estante.
Muito foda.
Vejam o site do autor, com mais informações sobre a trilogia do Legado Goldshine aqui. E aqui.

________________________________________

                       Citação
"Jamais deixe um inocente para trás e eles se inspirarão em seus atos para sempre. - ouviu, em sua mente."
(Filhos de Galagah - p.288)

"O elfo pegou uma pedra e atirou em Gawyn, acertando-o na testa.
- Ei! - protestou o espadachim, passando a mão no ferimento.
- Pelo velho carvalho, me desculpe. - O elfo mago corou de vergonha. - Não foi minha intenção...
Iallanara, que saía, parou e ficou observando-os por poucos segundos.
- Você segura adagas e flechas, mas é derrotado por uma pedra? - perguntou.
- Não funciona com elfos... - resmungou Gawyn, rindo em seguida.
Sei... - a ruiva sorriu."
(Filhos de Galagah - p.336)

Matta ne!

_______________________________________

sexta-feira, abril 08, 2011

O Beijo Mais Sombrio - Gena Showalter

Guerreiros amaldiçoados pelos deuses por toda a eternidade.
Guardiões de demônios libertados da caixa de Pandora.
Homens imortais com poderes sobre humanos.
Eles são os Senhores do Mundo Subterrâneo.
"Há milênios, quando os deuses habitavam o mundo, doze gregos assassinaram Pandora e violaram a caixa que ela protegia, libertando os demônios lá confinados. Violência, Dor, Morte, Doença, Luxúria, Ira, Infelicidade, Dúvida, Desastre, Derrota, Mentiras e Segredos foram selados no interior dos guerreiros, que se viram condenados pelos deuses a ser guardiões desses espíritos por toda a eternidade. Quando um perigoso inimigo os ameaça, eles precisam sair em busca da única relíquia com o poder de dar fim a seu sofrimento... Ainda que possa destruí-los.
Fugitiva dos Titãs, chegou a hora de Anya cobrar uma promessa feita pelos guerreiros imortais. Durante a festa de despedida de Budapeste, ela seduz Lucien, o guardião do demônio Morte, despertando-lhe instintos que ele preferia esquecer. Porém, Anya é encontrada pelos deuses, e agora Lucien terá de salvá-la para finalmente saciar seus desejos."
_____________________________________________
Horay!!!
Estoy de volta, mais cedo do que eu esperava. Eu consegui extorquir minha amada mamãe na semana passada e consegui a sequencia da história dos Senhores do Submundo e cá estou para falar um pouco deles para vocês.

Eu não me lembro se já comentei isso, mas eu prefiro as capas americanas. Eu achei o máximo a Harlequin colocar a capa original na orelha do livro, mas ainda preferia ter a original na minha coleção. Sei que as nossas capas são também muito bonitas. Mas, mas, mas- *O*

Em fim, falemos do segundo volume da série.
Aqui, continuamos a ver a grande reviravolta no mundo dos nossos antes tão reclusos Senhores, que agora lidam com a presença constante de Ashlyn e a nova personalidade equilibrada e feliz de Maddox/Violência. Alguns dos outros Senhores vêem o relacionamento deles com certa inveja, como Lucien, Reyes e Torin, enquanto os outros não entendem como o demônio pode ter sido domado.

Mas ainda temos a preocupação com a desaparecida caixa de Pandora. Os Senhores, com excessão de Maddox, estão partindo em busca de pistas para encontrá-la e, em fim, destrui-la. Paris, o guardião da Luxúria organizou uma festa de despedida da tão acolhedora Budapeste e é onde nossa história realmente começa.

A principio conhecemos Anya.

*Pausa Para Um Chilique*
Gente! A Anya é TUDO DE BOM!!!
Sério mesmo.
Ele é muito engraçada. É mentirosa. Ladra. É a Deusa da Anarquia. E luta feito um soldado. Mata sem nenhum remorso. E ama a própria liberdade.
Nunca perde o senso de humor. E ela é amaldiçoada de uma forma que eu vou te contar!!! Eu enlouqueceria. U_u
*Fim Do Chilique*

Ela é filha de Disnomia, que todos chamam de prostituta. A que dorme com todos os homens que a desejam; Por isso sofreu preconceito. Mas nunca perdeu o rebolado.
Te desafio a conhecer a história dela e não achá-la uma mulher de fibra. 

E ela matou um imortal!O_o

Caramba, se isso não quer dizer que ela carrega bolas de aço dentro da calça, nada mais diz.
Bom, talvez se ela tivesse matado um dragão. Mas isso não vem ao caso.

E, não. Ela não tem bolas de aço dentro das calças. Aliás, ela não tem bolas de nenhum tipo dentro das calças. É apenas uma referencia idiota a nossa sociedade patriarcal que considera o tamanho do falo uma medida de hombridade.

Mas estou divagando.

E eu li o livro inteiro ficando o tempo todo arrepiada. Novamente achei a história parecida demais com a Irmandade da Adaga Negra, mas idái? É um otimo passa tempo para quem está esperando desesperadamente por Amante Liberto.

Especificamente, a história de Lucien e Anya me lembrou muito a de Zsadist e Bella. Nas duas histórias os homens tem motivos de sobra para se afastar das mulheres. Ambos são marcados por cicatrizes e tremendamente temidos por sua selvageria e letalidade. E nas duas histórias o que se dá a entender é que os protagonistas não atraem qualquer tipo de mulher, ainda que as protagonistas caiam de quatro por eles de imediato.

Mas é claro que não estou comparando o que sinto por Lucien com o que sinto por Zsadist.
Zsadist é dono de meu coração. E eu apenas gostei do Lucien.

A história gira em torno da relação de Lucien e Anya e a busca pelos artefatos que levarão os Senhores até a maldita caixa de Pandora. Mas não vai ser tão facil assim. Tem Caçadores no caminho (redutores - han han) e os Titãs, que me parecem beeeeeem piores que os Gregos. E temos novos personagens. E conhecemos melhor os antigos. Não todos os personagens antigos. Mas os interessantes.

E há a variação de pontos de vista, um recurso que tenho visto bastante na literatura de agora e que muito me agrada. Não sou muito fã de suspense. Quando o bicho tá pegando de verdade na história e a autora demora demais para me contar o que diabos vai acontecer, eu vou lá no final do livro dar uma espiada e descobrir.

E é por isso que gosto de spoiler.

E, o mais sensacional, aqui Lucien e Anya não se apaixonam perdidamente em três dias. Se passam várias semanas durante a história.
O quê? Por que você está bufando?
Semanas ainda é pouco para você?
Hora, tenha a santa paciência Batman.
Me diga um livro de romance em que o casal principal não tenha caido de quatro um pelo outro no exato momento em que se viram e eu te dou uma cerveja amanteigada!

Não que isso não tenha acontecido aqui, a Anya levou o quê? Uns 25 minutos para conseguir que o insondável Lucien a levasse para um matinho em um canto escuro? 

Mas falando sério, tem todo um perrengue até que as coisas se resolvam.
E, toda a atração inicial é obviamente admitida como TESÃO e não amor eterno. Como se tudo fosse passar depois do orgasmo. Como deve ser.

Vocês já devem ter visto o meu desabafo sobre o assunto por aqui, então não vou me delongar.

A coisa é que essa história e bem divertida. Tem muito mais ação do que a primeira. E, de alguma forma trabalha melhor os outros personagens além do casal principal. O que é incrivel pro tanto de coisa que acontece ao mesmo tempo.

Bom, tirando que meu personagem favorito é a Anya, dos Senhores o meu favorito é o Paris. 

Não, não é por que ele é guardião da Luxuria, seu bonachão. Mas por que ele é o mais engraçado. E, poxa vida, pobrezinho dele nessa história. Eu fiquei com muita pena mesmo.
T_T

Ah, devo mencionar, para quem gosta de mitologia a coisa toda está se tornando um prato cheio. Temos novas referencias e atos heróicos. Tudo muito bem trabalhadinho.
Ah, não posso me esquecer, Obrigada Gena, por me respeitar e continuar descrevendo as cenas de coito sem a necessidade das palavrinhas que detesto, mas ainda assim ser capaz de me fazer ter vontade de ver meu namorado mais cedo.

É, acho que não tenho nenhum defeito para explicitar dessa vez.
Séria um milagre?

A não ser, é claro, que você considere meus apontamentos com relação a semelhança com a Irmandade. Nesse caso você deveria ir fazer sabão. Não foi uma critica. Nem de longe. Se eu te dissesse que você se parece com a Grazi Massafera você se sentiria lisongeada, certo? Ou se dissesse que você é parecido com o todo maravilhoso Johnny Depp, você sorriria imbecilmente pro resto da sua vida, não é?

Então, é alguma coisa parecida. Comparar com o melhor não é criticar; Ponto.

Eu vou dar 5 estrelas. Por que eu quero. E se comparar a história dos Senhores do Submundo a Irmandade da Adaga Negra não te dá motivos suficientes para correr e comprar a coleção inteira e ler, eu não tenho mais nada para falar com você.

Alias, eu nem quero falar com você se for o caso.

___________Citação

"Porém, até que o impossivel tivesse se tornado possivel, como os Titãs usando tutus e agitando no ar suas varinhas mágicas enquanto dançavam e cantavam sobre o amor, teria que se contentar com o que pudesse conseguir."
(O Beijo Mais Sombrio - p.203)
"Lucien não sabia por que os Deuses haviam escolhido borboletas como a marca externa do demônio. Talvez pelo efeito borboleta. Um lembrete de que um simples bater de asas, ou, no caso dos guerreiros, uma única decisão tola, podia alterar toda a estrutura da realidade. Independentemente da lógica, ele sempre odiara a marca. Por que não uma arma ou o chifre de um demônio? Algo que dissesse... Bem... "Sou homem"
Lucien já tinha sua cota de inseguranças."
(O Beijo Mais Sombrio - p.276)

Acho que estou no clima de graça. Poderia ter colocado umas passagens "calientes", mas prefiro que vocês sofram e vão ler logo o livro.
XD

Matta ne.
___________________________________________________________________________________
P.s.: Pode não parecer, mas amo vocês.
>.<

terça-feira, março 29, 2011

A Noite Mais Sombria - Gena Showalter

Guerreiros amaldiçoados pelos deuses por toda a eternidade.
Guardiões de demônios libertados da caixa de Pandora.
Homens imortais com poderes sobre humanos.
Eles são os Senhores do Mundo Subterrâneo.
"Há milênios, quando os deuses habitavam o mundo, doze gregos assassinaram Pandora e violaram a caixa que ela protegia, libertando os demônios lá confinados. Violência, Dor, Morte, Doença, Luxúria, Ira, Infelicidade, Dúvida, Desastre, Derrota, Mentiras e Segredos foram selados no interior dos guerreiros, que se viram condenados pelos deuses a ser guardiões desses espíritos por toda a eternidade. Quando um perigoso inimigo os ameaça, eles precisam sair em busca da única relíquia com o poder de dar fim a seu sofrimento... Ainda que possa destruí-los."
_______________________________________________
Yep!
Como vão?
Muito bem, espero.
Dessa vez estou de volta com mais um dos livros de Gena Showalter. O último foi Interligados que você pode ver aqui. E como da última vez, não tive do que me arrepender.
Em A Noite Mais Sombria, Gena ainda se aventura pelo mundo dos mitos e do sobrenatural mas aqui de forma muito mais adulta e violenta. 
Eu me encantei pelo mundo criado aqui. Mas de novo não posso fugir das comparações.
A série (sim, outra) Senhores do Mundo Subterrâneo se parece MUITO com minha série favorita atualmente, a Irmandade da Adaga Negra. Mas parece muito, muito mesmo.
Eu até cheguei a brincar a uns dias atrás no Twitter dizendo que Rhage + Zsadist = Maddox. E verdade seja dita, é isso mesmo.
Talvez Maddox também tenha um pouquinho de Edward Cullen. Mas essa comparação, pela primeira vez em se tratando de Twilight, não é pejorativa.

Maddox é o protagonista do livro. Ele é um dos guerreiros imortais que trazem um dos demônios da caixa de Pandora dentro de si. No caso de Maddox, estamos falando do demônio Violência. E o coitado do guerreiro é um dos mais amaldiçoados, na minha opinião. Perdendo somente para Doença e Infelicidade. Não por causa de seu demônio, mas por outra razão que vocês terão que ler o livro para descobrir.
Mas o fato é que Maddox, apesar dos pesares ainda é um super fofo. De verdade. Quem não gosta de um homem terrivelmente letal em batalha, selvagem e extremamente violento que mostra um lado cuidadoso e super protetor apenas para a mulher que ama?

Se você não acha isso também, você não tem coração. Falo sério.

Maddox vive literalmente um inferno, não conhece muitos sentimentos que não sejam os ruins (vingança, ódio, raiva, ira, inveja, ciume...) e seus relacionamentos se limitam a outros guerreiros tão amaldiçoados quanto ele que estão apenas tentando sobreviver da melhor maneira possivel a seus demônios pela eternidade.

Ninguém se importa se ele tem algum talento, quais são seus desejos e seus medos. Ninguém dentro daquela fortaleza olha dentro dos olhos um do outro.

Não por que eles sejam maus ou insensiveis. Eles tem os próprios demônios para cuidar. E no caso de alguns demônios, eles devem se vigiar tão constantemente quanto podem para evitar enormes desastres. E, é claro, não cairem no dominio dos demônios. Isso mesmo. Eles vivem a um pequeno passo, talvez menos, de se transformarem de uma vez em monstros que apenas atendem aos desejos de seus demônios.

A pressão psicologica é quase palpável.

Claro que como é o primeiro volume temos bastante introdução e explicação. E temos que conhecer os demais personagens alem do protagonista e seu mundo. Então demora um pouquinho antes da verdadeira ação começar. E não estou dizendo que o livro começa enfadonho. De maneira nenhuma.
Desde as primeiras páginas o livro te prende a uma intrincada teia de acontecimentos e as explicações estão no meio de toda a confusão. É realmente uma leitura excelente.

E Maddox me dá orgulho. Ele tem que aprender a lidar com um monte de sentimentos arrebatadores e absolutamente desconhecidos, um demônio e uma maldição. Junte-se a isso Ashlyn e sua incrivel determinação burra de mocinha e eu tive pena do coitado.

No começo ele sempre se refere a Ashlyn como "Mulher". Eu achei graça. É como se ele quisesse pegar distancia.

Sabe quando você leva um bichinho de rua para casa e diz aos seus pais que é só até achar alguem para ficar com ele, mas os dias vão passando e você não consegue chama-lo de chacorro? Dai você coloca um "nome temporário" e sua mãe diz: "-Não põe nome que você vai apegar e na hora que esse bicho for embora eu quero só ver!"

Então, sabe?
Foi exatamente assim com ele. Não era por que ele era um brutamontes rustico que ele se referia a ela dessa maneira. Era simplesmente para manter distância. E ficou engraçado.

Eu gostei da Ashlyn. Muito. Ele é corajosa, petulante e carrega a própria maldição, que não é um demônio, mas que bastaria para enlouquecer facilmente uma pessoa. Ela busca paz e redenção e acaba encontrando muito mais do que isso. Só me irritou o fato de ela ser mais uma das mocinhas nada inteligentes que acham que podem mais que imortais com poderes sobrehumanos.

Sério mesmo, o que passa pela cabeça dessas gurias?

Tirando isso ela é perfeita. Forte e frágil. Esperta e respondona. E engraçada.
Ela é apaixonante. É isso.

E os dois são perfeitos juntos.

Claro que a falta de diálogo entre Maddox e Ashlyn foi boa parte do problema. Sabe como é. Ele é do tipo animal. FAZER ao invés de falar.
*O*

Eu ri com os dois. Chorei. Senti raiva e fiquei indignada. Fiquei arrepiada e com muuito calor.
Se isso não é conseguir passar os sentimentos dos personagens dos livros eu não sei mais o que é.

E os outros personagens são muito interessantes também. O universo deles é muito trabalhado e os deuses são como devem ser: orgulhosos, tiranos e afetam a vida das pessoas ao seu bel-prazer. Eles não tem escrúpulos ou senso de justiça, eles tem vontades.
Isso é muito importante para a história e motivo de grande complicação para a vida de todos os guerreiros.
Apesar de a história se passar notadamente nos dias atuais a história é tão bem desenvolvida com relação ao trejeito e personalidade de Deuses gregos e Titãs que eu fiquei maravilhada. Sou apaixonada por mitologia grega.
^^

E eu aposto dois dedos como a sequencia da história vai contar a história de Reyes, o guardião do demônio da Dor. E de sua escolhida Danika. Que me pareceu ótima.
 Já fiz o pedido de O Beijo Mais Sombrio e não vejo a hora de ler.

E, muitas palmas para a Harlequin Books pelo primoroso trabalho. De grande qualidade. Apesar de eu preferir a capa original americana, a capa da Harlequin se manteve muitissimo significativa para a história então para mim tudo bem. E que acabamento fantástico. Terminei de ler o livro e ele parece nunca ter saido da estante.
Digo isso por que sou muito cuidadosa ao ler meus livros, mas mesmo assim, alguns tem acabamento tão ridiculamente péssimo que parecem que foram lidos milhares de vezes por um bando de desavisados. Como é o caso de Beijada por um anjo. Mas isso é uma outra história.

O fato é que parece que eu tenho uma nova coleção que classifico como "Xodó". E isso é bom.
XD

O livro é tão bom que quase me esqueci de falar do lado ruim. Bem, esse é mais um dos livros em que a história inteira acontece em uma semana. Amores verdadeiros e arrebatadores só de se olhar e coisa e tal. Não sou muuuuito fã disso. Apesar de saber que a Ashlyn não aguentaria passar outra daquelas noites com o Maddox.
Mas mesmo assim- D:

E vou dar 5 estrelinhas. Por que eu realmente gostei, por que eu me apaixonei pelo Maddox e principalmente por que a Gena Showalter consegue descrever cenas de coito quentissimas sem se rebaixar a palavras como pênis e vagina que vocês sabem que tanto me irritam. E .
^^

__________Citação

"Ashlyn engoliu em seco e observou atentamente. Seu pulso não deveria ter disparado naquele instante, e os seios não deviam doer. Mas sua pulsação disparara. E os seios doíam. Ele era como os dragões dos contos de fada que McIntosh lia para ela: letal demais para ser domado, impressionante demais para que lhe dessem as costas."
(A Noite Mais Sombria - p.37)

" - Espere - ela disse.
Ele parou no mesmo instante.
- Eu preciso avisar. - Ele estava prestes a ver sua calcinha, outro assunto constrangedor. Ela usava uma de algodão branco. Apetrecho da vovó, uma vez ouviu de um homem. Ela nunca usava roupas sensuais, nem mesmo roupas de baixo, quando estava no trabalho. Não era prático. - Eu tenho calcinhas sensuais, juro, mas não estou usando agora.
- E devo ficar horrorizado com isso? - perguntou Maddox, soando sinceramente confuso. - Com o fato de você não estar usando calcinha sensual?
- Sei lá. - Ela mordeu o lábio inferior. - Talvez. Você não fica?
- Ashlyn, o que quer que você esteja vestindo não importará para mim. Não continuará usando por muito mais tempo. Está pronta agora? - perguntou ele."
(A Noite Mais Sombria - p.209)

"[...] - Você também parece melhor. Perdeu aquele lindo tom esverdeado.
- Bem, foi a primeira vez que pilotei um homem para pegar analgésicos."
(A Noite Mais Sombria - p.231)

"[Maddox] Se ele tivesse presas, morderia, de tanto que ansiava pelo gosto do sangue. Teria sido capaz de drenar alguém até que ficasse totalmente seco. Como não as tinha, ergueu o pé e chutou o rosto de alguém. Grunhiu com satisfação ao ouvir um uivo.
- Segurem as malditas pernas dele.
- Não posso. Estou segurando os braços.
- Ponha-o a nocaute, Paris.
- Claro. Não quer que eu solte diamantes pelo traseiro enquanto isso?"
(A Noite Mais Sombria - p.243)


E poxa vida, eu tinha mais uma porrada de citações marcadas, mas vou parar por aqui.
XD

Ja ne!
___________________________________________________________________________________