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domingo, maio 06, 2012

Amante Meu - J.R.Ward


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"Nas sombras da noite de Caldwell, Nova York, desenvolve-se uma furiosa guerra entre os vampiros e os seus assassinos. Há uma Irmandade secreta, sem igual, formada por seis guerreiros vampiros, defensores de sua raça. Enquanto eles defendem a raça dos redutores, a lealdade de um vampiro especial será posta a prova - e sua perigosa natureza será revelada... John Matthew já percorreu um longo caminho desde que foi encontrado vivendo entre os humanos, mas de natureza vampira desconhecida. Recolhido pela Irmandade, ninguém poderia adivinhar qual é sua verdadeira história ou sua real identidade. A bela Xhex lutou contra a atração que sentia por John, mas o destino provou aos dois que o amor é inevitável."
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Ora muito bem! Não é que faz um tempão que eu não venho por aqui?

Bom, não vou entrar em detalhes, mas a minha vida literalmente virou de pernas para o ar do final do ano passado para cá e deu uma leve piorada nos últimos meses, então tive que escolher quais eram as prioridades.
Problemas a parte, eu li muitos livros desde a última vez que eu fiz uma resenha por aqui, o que quer dizer que estou com várias outras resenhas pendentes para postar. Acho que dá para esperar várias atualizações por aqui. Ou sei lá.

Ah, bem. Vamos lá, John Matthew.

Eu cheguei ao oitavo volume da Irmandade da Adaga Negra já me perguntando como eu ia aguentar. Não é segredo para ninguém que eu não suporto o tal do John. Ele é um bebê chorão sem graça que passa bem longe do vampiro que foi em outra vida, Darius.
Ele é um pé no saco e pronto.
Mas daí eu comecei a ler o livro do John e adivinhem?
Ele é um pé no saco mesmo.

Em Amante Meu, o foco principal está em John Mattew. Quem segue a série sabe bem de todos os sofrimentos e blá, blá, blá da vida desse insuportável. Vimos ele ser resgatado do mundo dos humanos, o vimos se apaixonar pela Xhex ainda antes de passar pela transição, vimos ele descobrir um pouco de como é ter uma família e vimos ele perder tudo também. Nos sabemos desde o começo que ele é a reencarnação do Irmão Darius, mesmo que ele mesmo e os outros Irmãos não saibam. E sabemos, principalmente, que ele sofreu um estrupo e por causa disso não consegue ter relações sexuais. A não ser com Xhex.

Esse vampiro passou por coisas o suficiente para surtar de vez e se tornar um Zsadist da vida. Mas é claro que eu não daria tanta sorte. John se tornou apenas... o John.

E minha nossa! Esse foi o mais difícil dos livros da Irmandade. Não apenas por que eu tive que aturar o John... Francamente! Eu li Amante Revelado e lidei com a Marissa! Nada pode ser pior que isso! 

Foi o mais difícil por que Amante Meu parece um trambolhão de introdução. Sei lá. Tem coisas em aberto demais para ser muito conclusivo. E eu, pessoalmente, me interessei muito mais pelas histórias paralelas do que pela história principal.
E você há de convir: se a história principal não te interessa tem mesmo alguma coisa errada.

Uma coisa notável em todo o volume é o melhor desenvolvimento da história. Acho que a autora tem mais liberdade e páginas para contar sua história como quer contar e isso se reflete no livro de forma muito clara. A leitura flui bem, apesar do personagem principal ser horroroso.

Aliás, depois do sequestro de Xhex, John consegue ficar ainda mais insuportável do que já era! Fiquei muito tentada em pular as partes dedicadas a ele e seguir em frente um pouco mais feliz. Mas logo percebi que se eu fizesse realmente isso perderia uma parte muito interessante da história, para não dizer importantíssima, que caberia a Xhex. E aí não dava.

E a Xhex. Nossa, ela merecia todo um capitulo de opiniões a parte. Ela é, de longe, a mais forte das shellans. Não por ser metade simpato. Nem mesmo por ser mesmo uma assassina treinada e uma combatente sem igual em batalhas. Mas por ter tanta fibra, tanta força de vontade e tanto caráter que acabam impressionando muito mais do que suas habilidades como guerreira.

Ela sim passa por torturas físicas e psicológicas suficientes para se enlouquecer. E ela fica choramingando? Se enchendo com bebidas ou sendo malcriada e antissocial? Não, claro que não. Ela luta. Ela sempre vai lutar. Não faz parte da natureza dela desistir sem luta. Ela luta até contra seus próprios sentimentos, poxa vida!

E foi Xhex quem não me deixou abandonar o livro.

Apesar de passarmos por todo aquele momento super chato e clichê em que a Xhex não faz outra coisa a não ser negar o que sente pelo John e jurar que realmente acredita que ele ficará melhor sem ela, não vi nenhum motivo muito valoroso da parte dela para ficar de tanta lenga-lenga do tipo "ai, não me toque, eu vou te destruir. Não podemos ficar juntos!" Sério mesmo. Cansei demais quando era os dois juntos.

Que saudade do tempo da química entre casais! Tipo Wrath e Beth, Rhage e Mary e Zsadist e Bella! Falando sério.

Mas, a muito das histórias paralelas para que você se entedie! A gente descobre mais sobre a vida de Darius e de Thor!
Eu sempre gostei muito do Thor. E já é bem legal que ele venha reagindo a depressão em que ele se enfiou desde a morte da Wellsie e do filho.

Tem uma historinha paralela de uns caçadores de fantasmas que eu sempre me perguntava "WTFG???" quando o capitulo começava e que só fui entender bem no final do volume. Pensava que a Ward tava surtando no aleatório, mas parece que quem estava enganada era eu! Nada com a Ward é por acaso afinal.

E tem mais um pouquinho de Vishous para quem curte. Eu gostei bastante do rumo das coisas e odiei ainda mais a mamãezinha mimada dele. Sério que ela quer ser idolatrada por ser tão vaca?

E a boa fase sem Redutores Chefes mega chatos continua! Apesar de o Lash ser um grande pé no saco, ele é mais coerente e justificável do que os outros "chefes" da sociedade redutora. E ele está passando maus bocados com o papaizinho dele! O que pelo menos torna as coisas divertidas para quem não aguenta mais ele maltratando a Xhex.

E agora a parte mais divertida!

Qhuinn e Blay!

Eu simplesmente A-D-O-R-E-I ver o Qhuinn sofrendo por causa do caso do Blay com o Saxton!
XD
Foi muito legal ver o lado sentimental do idiota que pensa diferente do que o coração sente. Claramente, Qhuinn vai mudar um bocado antes de ele conseguir se resolver com o pobre Blay. Mas eu torço muito, muito pelo casal e espero ansiosa o livro deles, que a J.R. Ward já confirmou!
^^
E espero que ela consiga dar conta das cenas quentes entre os dois... *-*
E Layla, sai pra lá!
Ainda não é a sua vez.
Humpf!!!


Vou dar 4 estrelas. Por que eu não gosto mesmo do John, mesmo depois de tudo.

________Citação

"- Diga a palavra Qhuinn. Faça isso e eu passarei a noite com você.

- Melhor ainda - Blay falou arrastando as palavras. - Por que você
simplesmente não me beija..."
(Amante  Meu - p.288)

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Aaaaaah!!
Qhuinn e Blay! s2

Ja ne!

domingo, fevereiro 05, 2012

Amante Vingado - J.R.Ward


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"Nas sombras da noite de Caldwell, Nova York, desenvolve-se uma furiosa guerra entre os vampiros e os seus assassinos. Há uma Irmandade secreta, sem igual, formada por seis guerreiros vampiros, defensores de sua raça. Enquanto eles defendem a raça dos redutores, a lealdade de um vampiro especial será posta a prova - e sua perigosa natureza será revelada... Rehvenge sempre manteve distância da Irmandade, pois guarda um letal segredo que poderia fazer dele uma arma na guerra contra os redutores. E enquanto as conspirações dentro e fora da Irmandade ameaçam revelar a verdade sobre o ele, Rehv se aproximará da única luz que clareia seu mundo de escuridão e jogos de poder, Ehlena, uma vampira que nunca conheceu a corrupção e traição... é a única que pode salvá-lo da destruição eterna."
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Ah, bem. Senhor Rehvenge. 

Eu acho que eu estou ficando uma velha chata. Demorei um tempo extraordinário para terminar o livro do Rehvenge. Sério, mais tempo do que levei com os tenebrosos Amante Revelado, Amante Liberto e Amante Consagrado.
Tá, tô exagerando chamando-os de tenebrosos. Mas, foda-se. 

E não foi culpa do Rehv a demora.

O caso com o Rehv, então. Seu livro foi simplesmente intenso.

Para começo de conversa, eu achei muito, muito estranho, um negocinho sobre a anatomia do senhor Reverendo que nos é dito ainda  em Amante Consagrado. Eu fiquei tipo "WTFG!" e não me acostumei.
Continuo batendo na tecla de que a J.R.Ward podia maneirar um pouco com as perversões e coisa e tal -mas- vou ignorar e fingir que ela só está questionando as relações pessoais e coisa e tal.

Esse detalhe super estranho a parte (se você não sabe o que é, me pergunto por que você está lendo esta resenha, vá terminar de ler o livro do Phury), o Rehv é tão FOFO!
*O*

Eu gostei do título do livro dele, muito haver com a história que o Rehv tem para nos mostrar. Apesar de Rehvenge acreditar honestamente que ele só pode ser mal, que ele está imerso em sujeira e que um sujeito como ele não merece a felicidade e uma fêmea de valor, ele é simplesmente fofo! Rehvenge é mesmo muito violento, não tem como negar isso. Ele controla todo o mundo a sua volta com punhos de aço e não tem segundas chances com ele.

Mas vou admitir sem preâmbulos: Eu cai de amores pelo Rehvenge! Não rolou uma química entre nos dois como foi o caso com o Z., nem fui pega tão desprevenida com a intensidade marcante de um macho como foi com o Wrath. Também não foi tão romanticamente erótico como foi o Rhage. Mas foi bom.
Talvez o problema tenha sido realmente o lance da anatomia e coisa e tal...

Mas foi algo como o que aconteceu comigo e Zsadist. E não. Eu não amo o Rehvenge o mesmo tanto que eu amo o Z. Aquele vampirão sociopata com uma cicatriz horrorosa é o dono do meu coração. Mas Rehvenge acredita realmente que ele não tem nenhum valor. Assim como Z. acreditava antes dele. Isso é muito triste.
Apesar de ser um chefão das drogas, cafetão e ele mesmo sendo obrigado a se prostituir, as ações de Rehv, totalmente erradas, costumam ter uma intenção honrada por trás delas. Cada crime que ele comete, costuma ter um propósito "bom". Não que isso o justifique. Mas Rehv governa com suas próprias leis. Esse é o mundo dele.

Eu fiquei muito tocada com ele. Rehv tem toda uma potência avassaladora que mantem inclusive as pessoas a certa distância, mas ao mesmo tempo, algo aquele ar de quem foi abandonado aos seus próprios erros. Como cães de rua que as vezes são ameaçadores, mas por que essa é a forma que eles aprenderam a usar para sobreviver. Parece até pecado comparar o Rehv com um cachorro. Acho que seria mais justo compará-lo a leões que são criados em circos e são maltratados durante anos. Para eles, a única forma de lidar com o medo é atacar. Simples assim.

Tipo, mandar matar e torturar um cara que bateu em uma das suas prostitutas até matá-la...
Ou comandar o assassinato de um regicida para ajudar a Irmandade...
Ou matar o próprio padastro por sempre espancar a mãe e torturar a irmã.

Pequenas coisas como essas. Ou até mesmo se prostituir para proteger a si mesmo e a Xhex de serem descobertos e mortos.
Ou na suavidade com que trata Ehlena com as mesmas mãos que ele usa para matar esmagando.

E Ehlena! Essa sim é uma fêmea de valor! Ela é corajosa, honesta, trabalhadora. A vida dela é cuidar do pai doente e sua vida já sofreu tantas reviravoltas ruins, que ela não tem mais nenhuma ilusão para com a vida. Ela é forte e sensível, apesar de ser muito solitária. Ela, como todos os outros, também tem certo medo de Rehv. Mas ela é a única que encara isso de frente. E sua recompensa é ser olhada com todo o amor por belíssimos olhos cor de ametista...
Ai, ai.
Beeeeeeem legal!

E a Ward não está tratando seus personagens como ilhas! Temos mais um pouquinho da vida dos nossos bons irmãos e suas shellans nesse volume. Não todos, mas alguns. (Por favor continue ignorando a Marissa!)

E eu curti ver mais do Wrath, nosso rei, de novo! Tinha me esquecido de como ele era super legal. Aquela personalidade única unida com aquele tom de voz que não permite contestação... Ai, ai.
Mas a vida dele e da rainha Beth está longe de ser só flores. Mas, apesar de ser um machão com toda a força da palavra, ele se dobra sempre diante de sua shellan. E ao medo de perdê-la, claro.
Tão bonitinho como todos eles deixam de ser feras terríveis e perigosas diante de suas fêmeas.

Que são, na verdade, quem mandam na casa. Normal, vocês sabem.
XD

E, em favor da Editora Universo dos Livros, a tradução está primorosa! Ainda pegando um pouco leve demais para os padrões da Irmandade, que solta tremendos palavrões na versão original, mas melhorando a cada livro. 
Agora lemos o "período de necessidade" e não "cio". E as vampiras comemoram!!! Muito legal deixarem de ser cachorras! haha
O Wrath e sua boca suja está por toda parte, como deve ser. E nada de pênis, mas sim, "membro" e esse é uma vitória particular. \o/ Muuuuuuito bom mesmo.

Tô nem aí se na versão original é pênis mesmo. Eu gostei de ler membro.
Mais misterioso e erótico.

Pronto falei.

Eu gostei um tantão. No final o livro engrena e tudo termina no estilo da Irmandade. O diálogo final entre reis também é divertido. Eu gostei de como as coisas funcionaram.

Apesar de ser batido o lance do sequestro, já que, Zsadist já protagonizou o episódio com maestria insuperável. Ele é demais!

John, você é um pé no saco! Eu te detesto profundamente. Supera cara! Que saco. ¬¬

Vou dar 5 estrelas. Por que eu quero e pronto.



___________Citação

“Acredite-me, se pudesse ter uma ereção, a cama seria o primeiro lugar que te levaria” (Amante Vingado - J.R.Ward)
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domingo, dezembro 18, 2011

Retrospectiva Literária 2011


RETROSPECTIVA LITERÁRIA 2011

  • O livro infanto-juvenil que mais gostei:
Percy Jackson e o Último Olimpiano - Rick Riordan




Tive que escolher uma das aventuras de Percy. Toda a série é maravilhosa, mas o melhor é sempre a conclusão. Bom, nem sempre. Mas nesse caso é.
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  • A aventura que me tirou o fôlego:
Jogos Vorazes - Suzanne Collins, sem nenhuma dúvida.




Nem preciso comentar muito néh? Quem já leu Jogos Vorazes sabe o quanto esse livro é sensacional. Quem não leu, levante o seu traseiro dai e vá ler.
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  • O terror que me deixou sem dormir:
Nenhum livro de terror. Não faz meu gênero. 
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  • O suspense mais eletrizante:
Em Chamas - Suzanne Collins



A continuação de Jogos Vorazes é ainda mais tensa e eletrizante do que sua antecessora. Viver na corda bamba ao lado da Katniss deu direito a essa colocação. 
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  • O romance que me fez suspirar:
Personal Demons - Lisa Desrochers




Por que nada é mais romântico do que ver garotos maus serem extremamente gentis com as garotas que amam. Imaginem então quando um demônio, que tem sua natureza voltada para o mal, se torna alguém gentil e protetor por que é capaz de amar?
Suspirei horrores.
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  • A saga que me conquistou:
A Irmandade da Adaga Negra




Essa saga até ganhou página especial no blog. Falando sério, eu sou loucamente apaixonada por esses vampirões territorialistas e sexys.
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  • O clássico que me marcou:
Não li nenhum clássico. Li muitos deles enquanto era muito jovem (mais do que sou hoje) e desapeguei. Talvez algum dia eu releia alguns que eu simplesmente detestei na época em que li, por que isso pode ter sido culpa de eu não ter entendido. =(
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  • O livro que me fez refletir:
Não foi apenas um livro, mas toda uma série. A trilogia de The Hunger Games (Jogos Vorazes) sempre me faz refletir. Será que chegaremos a esse ponto em nosso mundo? Esse poderia mesmo ser nosso destino? É meio cruel, mas impossível não ficar pensando nisso por horas...


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  • O livro que me fez rir:
Compêndio - Irmandade da Adaga Negra - Guia Oficial da Série


Vocês não tem noção de como esse guia é sensacional. J.R.Ward é completamente pirada, mas vale cada parágrafo desse livro. Na verdade até muito mais. Esse Guia é completamente impessoal, cheio de bom humor e com ele conhecemos os irmãos em momentos completamente aleatórios e descontraídos. Muito bom. Eu ri alto durante muitas partes e em muitos momentos eu tive que fechar o livro para rir. Foi sensacional.
Eu não quis resenhá-lo no blog. Simplesmente por que não.
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  • O livro que me fez chorar:
A Esperança - Suzanne Collins


O final da história de Katniss e Peeta, como eu mesma já tinha dito durante a resenha de Jogos Vorazes, não é feliz nem satisfatório. Não é bonito nem muito menos fácil. Por isso eu chorei. E muito. Queria que tudo fossem flores no final da garota em chamas, mas eu sabia que isso era tolice da minha parte. Nada deu certo nessa série em momento algum, por que começaria dando no final? Eu hein.
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  • O melhor livro de fantasia:
Cidade dos Ossos - Cassandra Clare


Ah, esse foi dos bons. História maravilhosamente ambientada, personagens mais do que bem estruturados, mundo absolutamente desconcertante. Está tudo ali. Também pudera, sendo tão fã de J.K. Rowling, só podia vir coisa boa mesmo. 
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  • O livro que me decepcionou:
Os Vampiros de Morganville - Rachel Caine


Ah, esse é mesmo péssimo. Nem quero falar dele de novo. Quero esquecer que um dia tive que lê-lo. Argh.
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  • O livro que me surpreendeu:
A Hospedeira - Stephenie Meyer




Já falei isso antes, mas vou me repetir: se você conseguir pular a longa e chata introdução, você vai ser amplamente recompesado! Esse livro é maravilhoso, mas somente para quem persevera!
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  • A frase que não saiu da minha cabeça:



"[Maddox] Se ele tivesse presas, morderia, de tanto que ansiava pelo gosto do sangue. Teria sido capaz de drenar alguém até que ficasse totalmente seco. Como não as tinha, ergueu o pé e chutou o rosto de alguém. Grunhiu com satisfação ao ouvir um uivo.
- Segurem as malditas pernas dele.
- Não posso. Estou segurando os braços.
- Ponha-o a nocaute, Paris.
- Claro. Não quer que eu solte diamantes pelo traseiro enquanto isso?"
(A Noite Mais Sombria - Gena Showalter - p.243)


HAHAHAHA!
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  • O(a) personagem do ano:
Zsadist!
Ah, Z.
Esse vampiro tão incrivelmente maravilhoso, sexy, grosseirão e gentil!
Eu sou apaixonada por ele, desde Amante Sombrio, quando ele era apenas frio e escuridão.
Amor a primeira vista, eu sei. E, como personagem, há ainda o fato de que ele foi o personagem que mais se desenvolveu e cresceu, somente de forma positiva.
E eu sonho com seus olhos amarelos e em como eu beijo suas tatuagens e...
cof cof
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  • O casal perfeito:
Uau, essa foi difícil. Mas, apostando em química e em como os personagens do casal ficam melhores quando estão juntos, acho que vou de Lucien e Anya. O casal de O Beijo Mais Sombrio funciona perfeitamente junto.
E não entenda mal. Um não precisa do outro para ser melhor, mas eles são perfeitos juntos. E, eu tenho um fraco por homens com cicatrizes! X3



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  • O(a) autor(a) revelação:
Mandy Porto



A opinião sobre seus livros são controversas... Mas eu simplesmente amei o trabalho dela! XD
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  • O melhor livro nacional:
Filhos de Galagah - Leandro Reis



Eu já sabia que ia ser sensacional, e não me decepcionei.
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  • O melhor livro que li em 2011:
Amante Desperto - J.R. Ward


Ah, Zadist!
Eu amo você!
*-*
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  • Li em 2011 ...... livros.
30 livros. Deveriam ter sido 56, mas fiquei devendo!
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  • A minha meta literária para 2012 é:
56 livros! Para mais.


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E vocês aí? Como foi seu ano com os livros? Se agitem aí nos comentários e me contem!


Ja ne!
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quinta-feira, dezembro 01, 2011

[Compêndio] O adeus de Z. e Bella


A Editora Universo dos livros disponibilizou um trecho do compêndio, onde se pode ler a outra versão do Adeus de Z. e Bella. Eu estou postando aqui por que, na verdade, eu quero guardá-lo para mim. E, aqui, fica fácil. Visitem o Blog Oficial da Irmandade. Nele SEMPRE tem grandes novidades. Vale mais do que a pena.



"A cena a seguir não foi exatamente excluída, mas foi uma que editei muito na revisão do Amante Desperto, principalmente por não ter gostado de sua vibração. A verdade é que achei que ela seria pesada demais para o adeus de Z. e Bella, mas me arrependi de não ter seguido o que vi em minha mente. Acredito que a cena do livro publicado ficou boa, mas esta é melhor."
J.R.Ward

Bella guardou suas coisas na mala em menos de dois minutos. Ela não tinha muitas coisas, e o pouco que tinha havia tirado do quarto de Z. na noite anterior. Fritz logo chegaria para pegar as coisas dela e levar para a casa de Havers e Marissa. Dentro de uma hora, ela se materializaria na casa deles e Rehvenge a encontraria lá. Com um guarda.
Entrando no banheiro mal iluminado, ela acendeu a lâmpada acima da pia e conferiu o balcão para ter certeza de que tinha tudo. Antes de se afastar, olhou para seu reflexo no espelho. Deus, ela havia envelhecido.
Sob a luz, Bella ergueu os cabelos, virando-se para um lado e para o outro, tentando encontrar uma maneira de se ver realmente. Depois de desistir, deixou o peso cair e... Zsadist apareceu atrás dela nas sombras, de repente, aumentando a escuridão com suas roupas pretas, armas e humor. Ou então estava ali o tempo todo, decidindo se mostrar apenas naquele momento. Ela deu um passo para trás, batendo numa das paredes de mármore com o quadril. Disse um palavrão e passou a mão na parte atingida.
Repassou todo seu vocabulário com as maneiras com que podia mandá-lo para o inferno.
E então sentiu o cheiro dele. O odor de vinculação era forte. Z. ficou em silêncio, mas não precisava dizer muita coisa. Ela conseguia sentir os olhos dele. Conseguia ver o brilho dourado no canto onde estava.
Ela sabia exatamente por que ele estava olhando para ela. E não conseguia acreditar. Bella se afastou ainda mais, até bater na porta do chuveiro.
– O que você quer?
Palavras erradas, ela pensou ao entrar na área iluminada. Ao ver o corpo dele, ficou boquiaberta.
– Quero acasalar – disse com a voz baixa. E ele estava mais do que pronto.
– Você acha... Deus, você acha que eu me deitaria com você agora? Você está louco.
– Não. Sou psicótico. Pelo menos é este o diagnóstico da clínica. – Ao tirar o coldre da adaga, a porta se fechou atrás dele e foi trancada. Fez isso com a mente.
– Vai ter de me forçar.
– Não vou, não. – Levou as mãos ao cinto e ao quadril Bella observou aquilo que se apertava dentro de sua calça. E o desejou. Deus, ela queria que Z. a abraçasse e não lhe desse chance de dizer não. Assim, ela seria absolvida do que estava prestes a fazer e poderia odiá-lo mais. Poderia...
Z. se aproximou até ficar bem diante dela. No silêncio que se fez, ele suspirou.
– Sinto muito por ser um idiota. E eu não a estaria empurrando a Phury se não pensasse ser o mais certo para vocês dois.
– Está se desculpando apenas por que quer ficar comigo agora?
– Sim. Mas é verdade, de qualquer jeito.
– Então, se não estivesse com desejo neste momento, permitiria que eu partisse?
– Encare isto como um adeus, Bella. A última vez.
Ela fechou os olhos e sentiu o calor que emanava dele. E quando ele colocou as mãos nela, Bella não fugiu. Ele levou as mãos até sua garganta e jogou a cabeça dela para trás, com a boca aberta porque tinha de ser assim.
Ou, pelo menos, era o que ela dizia a si mesma.  A língua de Z. entrou em sua boca enquanto esfregava o quadril contra a barriga dela. Enquanto eles se beijavam, Z. rasgou a camisa dela ao meio.
– Zsadist – ela disse com a voz rouca quando ele segurou o botão de sua calça jeans. – Pare.
– Não.
Ele beijou os seios dela quando levou as mãos para a parte de trás de sua calça, erguendo-a e carregando-a para cima do balcão. Ele gemia alto enquanto afastava as pernas dela e se ajoelhava... com os olhos fixos em seu sexo. Então, soube exatamente o quanto ela estava excitada.
Bella colocou as mãos entre eles.
– Zsadist, se você fizer isso, nunca vou perdoá-lo.
– Não poderei viver com o arrependimento – ele afastou os braços dela com facilidade, prendendo seus punhos – de não ter feito isto com você uma última vez.
– Por que se importa tanto?
Ele puxou as mãos dela para frente, virando-as para que pudesse vê-las por cima. Quando olhou para baixo, balançou a cabeça.
– Phury não se alimentou de você, não é? Não há marcas no pescoço. Nem nos pulsos.
– Ainda dá tempo.
– Ele disse que você não aguentaria.
Ótimo, aquela era a última coisa que ela precisava que Zsadist soubesse.
– E esse é meu castigo? – ela perguntou com amargura. – Você vai me forçar...
Z. mergulhou no centro de Bella. Com todo aquele desejo, ela pensou que ele fosse tocá-la com intensidade, mas em vez disso, apenas roçou os lábios de modo tão carinhoso que ela ficou emocionada. Quando soltou as mãos, ela chorava e segurava a cabeça dele, aproximando-o ainda mais. Ele olhou para seu rosto enquanto ela atingia o orgasmo contra sua língua, observando-a como se quisesse guardar aquelas lembranças preciosas.
– Deixe-me levá-la para a cama.
Ela assentiu quando ele subiu em seu corpo e encostou os lábios brilhantes no pescoço dela. O raspar de suas presas fez com que Bella sentisse esperança. Talvez ele finalmente se alimentasse... Mas quando ele a pegou e abriu a porta, o desejo sumiu do corpo de Bella.
Ela estava indo embora. E ele não a impediria. Também não sugaria de sua veia. Zsadist sentiu a mudança nela imediatamente.
– O que aconteceu?
– Nada – ela sussurrou ao se deitar na cama. – Não aconteceu nada.
Z. parou diante dela, à beira do precipício. Mas então ele abriu o zíper, colocando para fora aquela ereção enorme. Ao deitar-se em cima dela, com a calça ao redor das coxas, ela virou o rosto para o lado.
As mãos dele afastaram seus cabelos.
– Bella?
– Faça logo e deixe-me ir. – Ela abriu mais as pernas para acomodá-lo. Quando a ereção chegou ao centro do corpo dela, Z. gemeu, erguendo-se. Ele não a penetrou, e ela fechou os olhos.
– Bella...
– Eu desceria a mão e colocaria você dentro de mim, mas nós dois sabemos que você não quer que eu o toque. Ou você quer que eu fique apoiada nas mãos e nos joelhos? Seria mais impessoal assim. Nem precisaria olhar para meu rosto.
– Não fale assim.
– Por que não? Caramba, você nem tirou a roupa. E isso faz com que eu me questione por que isto tem que acontecer afinal. Agora que você sabe cuidar de si mesmo, não precisa ter uma fêmea. – A voz dela ficou embargada. – Certamente não precisa de mim.
Fez-se um longo silêncio.
Ela escutou um gemido. E então ele a mordeu. Zsadist afundou as presas e estremeceu ao sentir o primeiro jato do sangue de Bella. Aquela rica textura se derramou em sua boca, e quando engoliu, sentiu o líquido descer por sua garganta. Não conseguiu parar.
Quando decidiu que tomaria sua veia, disse a si mesmo que seria apenas uma mordida, mas quando começou, não conseguiu mais interromper a conexão. Ele a abraçou e a deitou de lado para que pudesse envolver-se melhor ao redor de seu corpo. Bella o puxou para perto, e ele teve certeza de que ela chorava de novo enquanto o abraçava, porque sua respiração estava ofegante.
Acariciando suas costas nuas, ele encaixou o quadril no corpo de Bella, querendo confortá-la enquanto sugava, e ela pareceu se acalmar. Mas ele, não. Seu membro latejava, prestes a explodir.
– Transe comigo – ela gemeu. – Por favor.
Sim, ele pensou. Sim!
Mas ele não conseguia parar de beber para penetrá-la. O poder que sentia era viciante e a resposta de seu corpo, incrível. Enquanto se alimentava, sentiu os músculos contraídos, formando uma proteção sobre seus ossos. Suas células absorviam os nutrientes necessários que seu corpo não recebia havia um século, colocando-os em uso imediatamente.
Com medo de sugar demais e matá-la, Z. se forçou a soltar o pescoço de Bella, mas ela o segurou pela nuca e o puxou para baixo. Ele lutou contra o impulso por um momento, mas gemeu, um som alto e baixo, como o de um cão. Com um movimento repentino, ele a reposicionou e a deitou do outro lado, mordendo com força. Estava subindo nela, prendendo-a, com o odor da vinculação despejando em ondas. Ele era um predador enquanto se alimentava, os braços contraídos enquanto a segurava, as coxas estendidas sobre o corpo dela.
Quando terminou, jogou a cabeça para trás, respirou profundamente e gemeu alto o bastante para fazer tremerem as janelas.
Zsadist olhou para baixo. Bella estava sangrando por causa das duas feridas que ele havia causado, mas seus olhos brilhavam e seu odor sexual emanava. Ele lambeu os dois lados de seu pescoço e a beijou, enfiando a língua em sua boca, tomando, dominando o que era dele... marcando-a agora não apenas com o odor, mas com sua vontade.
Ele estava embriagado por ela, desejoso e carente. Ele era um buraco negro que tinha de ser preenchido. Era o poço seco; ela, a água.
Z. deu um passo para trás e tirou a camisa. Olhando para os mamilos, enfiou os dedos mínimos nos piercings e os puxou.
– Sugue – ele disse. – Como você fez antes. Agora.
Bella ficou sentada, passando as mãos na barriga dele enquanto Z. se deitava de costas na cama. Quando estava esticado, ela subiu em seu peito, colocando a boca exatamente onde ele queria. Quando pegou uma das argolas, ele gemeu de novo, sem se preocupar com a possibilidade de outras pessoas da casa ouvirem.
Queria fazer o máximo de barulho. Dane-se, ele queria gemer até derrubar a porta.
Quando ela sugou, ele tirou a calça de couro e desceu a mão, pegando seu membro e acariciando. Queria que ela colocasse a boca ali, mas por mais agressivo que fosse, não iria forçá-la.
Ela sabia o que ele queria. Colocou a própria mão na ereção e adotou um ritmo que quase o matou. Subia e descia pela extensão do membro, escorregando pela cabeça até a base, enquanto sugava e lambia seu mamilo. Ela estava totalmente no controle, mexendo muito com ele, que estava adorando o aperto, o suor, a agonia de querer gozar sem querer que ela parasse.
– Oh, sim, nalla... – Ele segurou seus cabelos, ofegante. – Faça isso.
E então ela desceu pelo peito, indo para a barriga. Ansioso, ele mordeu o lábio inferior com tanta força que sentiu o próprio sangue na boca.
– Tudo bem para você? – ela perguntou.
– Se estiver bem para você... – Ela o cobriu com seus lábios. – Bella...
Seus lábios eram gloriosos. Úmidos e quentes. Mas ele não duraria mais do que trinta segundos daquele jeito.
Ele se sentou e tentou tirá-la de seu colo, mas ela resistiu.
– Vou gozar... – ele gemeu. – Meu Deus... Bella, pare. Eu vou...
Ela não parou. Nem ele...
A primeira convulsão foi tão forte que ele se deitou no colchão.
A segunda ergueu seu quadril, fazendo com que ele fosse ainda mais fundo em sua boca. E a terceira o levou ao céu. Assim que ele se recompôs, aproximou-se dela, beijando-a. Sentiu seu próprio odor de vinculação na boca e língua dela e gostou que estivesse ali. Adorou.
Ele a virou.
– Agora é a sua vez. De novo.
– Você está bem? – Zsadist perguntou algum tempo depois.
Bella abriu os olhos.
Z. estava deitado ao lado dela, com a mão apoiada no braço dobrado.
Caramba, o corpo dela estava marcado por fora e por dentro. Mas o prazer que ele havia sentido fazia valer tudo. Zsadist a havia amado com intensidade, como ela queria que ele fizesse.
– Bella?
– Sim. Sim, estou.
– Você disse que não queria ser vingada. Ainda quer isso?
Ela cobriu os seios com as mãos, desejando que a vida real tivesse ficado longe por um pouco mais de tempo.
– Não consigo imaginar você saindo e se ferindo por minha causa.
Ele não disse nada e ela esticou o braço para tocar sua mão.
– Zsadist? O que está pensando? – O silêncio continuou até ela não mais aguentar. – Fale comi...
– Eu amo você.
– O quê? – ela perguntou.
– Você escutou muito bem. E não vou repetir. – Ele ficou em pé, pegou suas roupas de couro e as vestiu. Depois, entrou no banheiro.
Voltou um momento depois com as adagas nos coldres do peito e a arma na cintura.
– O problema, Bella, é que não posso deixar de sair para caçar o redutor que fez aquelas coisas com você. Nem os idiotas com quem ele trabalha. Não dá. Então, ainda que eu fosse perfeito como Phury, ainda que eu soubesse ser educado, mesmo que eu não estragasse a sua família, não posso ficar com você.
– Mas se você...
– Tenho a guerra no meu sangue, nalla. Então, mesmo que não tivesse sofrido no passado, ainda assim teria de estar no campo lutando. Se eu ficar, você vai querer que eu seja diferente do que sou e não posso me tornar o tipo de hellren que você precisa. Minha natureza acabaria falando mais alto.
Ela esfregou os olhos.
– Se eu seguir essa lógica, como pode pensar que ficarei com Phury?
– Porque meu irmão está cansado. Em parte, por minha causa.
Mas acho que teria acontecido de qualquer modo. Ele gosta de ensinar aqueles recrutas. Eu o vi treinando em tempo integral, e vamos precisar disso. Seria uma boa vida para você. Bella abaixou as mãos com raiva e olhou para ele.
– Preciso que você se cale a respeito do que acha melhor para mim. Não me interesso nem um pouco em suas teorias sobre o meu futuro.
– Acho justo.
Ela olhou para ele, concentrando-se na cicatriz que arruinava seu rosto. Não, não arruinava, ela pensou. Ele sempre seria bonito para ela. Um belo macho. Esquecê-lo seria tão difícil quanto esquecer seu sequestro.
– Nunca mais vou encontrar alguém como você – ela disse. – Para mim, você sempre será a pessoa certa.
E aquele era seu adeus, Bella pensou.
Z. se aproximou e ajoelhou-se ao lado da cama, mantendo os olhos amarelos e brilhantes. Depois de um momento, ele segurou sua mão e ela escutou um som metálico... e então ele pressionou uma das adagas contra a mão dela. O objeto era tão pesado que ela quase precisou segurá-lo com duas mãos. Olhou para a lâmina negra, com o metal refletindo luz como uma piscina à noite.
– Marque-me. – Ele apontou para o peito, acima da cicatriz em forma de estrela da Irmandade da Adaga Negra. – Aqui. – Inclinando-se rapidamente, ele procurou na cabeceira pelo prato de sal que veio com a comida. – E que seja permanente.
Bella hesitou por apenas um segundo. Sim, ela pensou: queria deixar algo que ficasse nele, algo pequeno que o lembrasse dela por toda a vida. Ela virou-se pousando a mão livre no ombro. A adaga ficou mais leve em sua mão quando levou a ponta da arma contra sua pele. Z. estremeceu quando ela começou e o sangue escorreu por sua barriga.
Quando terminou, deixou a adaga de lado, lambeu a palma da mão e colocou sal nela. Em seguida, pressionou a mão aberta em cima dos cortes que ela havia feito sobre seu coração.
Eles se olharam enquanto a letra “B” no Antigo Idioma cicatrizava permanentemente em seu corpo.

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Ou Zsadist!
Nós dois seriamos TÃO perfeitos juntos!
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