Mostrando postagens com marcador Morte. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Morte. Mostrar todas as postagens

domingo, maio 06, 2012

Amante Meu - J.R.Ward


_______________________________________________
"Nas sombras da noite de Caldwell, Nova York, desenvolve-se uma furiosa guerra entre os vampiros e os seus assassinos. Há uma Irmandade secreta, sem igual, formada por seis guerreiros vampiros, defensores de sua raça. Enquanto eles defendem a raça dos redutores, a lealdade de um vampiro especial será posta a prova - e sua perigosa natureza será revelada... John Matthew já percorreu um longo caminho desde que foi encontrado vivendo entre os humanos, mas de natureza vampira desconhecida. Recolhido pela Irmandade, ninguém poderia adivinhar qual é sua verdadeira história ou sua real identidade. A bela Xhex lutou contra a atração que sentia por John, mas o destino provou aos dois que o amor é inevitável."
________________________________________________


Ora muito bem! Não é que faz um tempão que eu não venho por aqui?

Bom, não vou entrar em detalhes, mas a minha vida literalmente virou de pernas para o ar do final do ano passado para cá e deu uma leve piorada nos últimos meses, então tive que escolher quais eram as prioridades.
Problemas a parte, eu li muitos livros desde a última vez que eu fiz uma resenha por aqui, o que quer dizer que estou com várias outras resenhas pendentes para postar. Acho que dá para esperar várias atualizações por aqui. Ou sei lá.

Ah, bem. Vamos lá, John Matthew.

Eu cheguei ao oitavo volume da Irmandade da Adaga Negra já me perguntando como eu ia aguentar. Não é segredo para ninguém que eu não suporto o tal do John. Ele é um bebê chorão sem graça que passa bem longe do vampiro que foi em outra vida, Darius.
Ele é um pé no saco e pronto.
Mas daí eu comecei a ler o livro do John e adivinhem?
Ele é um pé no saco mesmo.

Em Amante Meu, o foco principal está em John Mattew. Quem segue a série sabe bem de todos os sofrimentos e blá, blá, blá da vida desse insuportável. Vimos ele ser resgatado do mundo dos humanos, o vimos se apaixonar pela Xhex ainda antes de passar pela transição, vimos ele descobrir um pouco de como é ter uma família e vimos ele perder tudo também. Nos sabemos desde o começo que ele é a reencarnação do Irmão Darius, mesmo que ele mesmo e os outros Irmãos não saibam. E sabemos, principalmente, que ele sofreu um estrupo e por causa disso não consegue ter relações sexuais. A não ser com Xhex.

Esse vampiro passou por coisas o suficiente para surtar de vez e se tornar um Zsadist da vida. Mas é claro que eu não daria tanta sorte. John se tornou apenas... o John.

E minha nossa! Esse foi o mais difícil dos livros da Irmandade. Não apenas por que eu tive que aturar o John... Francamente! Eu li Amante Revelado e lidei com a Marissa! Nada pode ser pior que isso! 

Foi o mais difícil por que Amante Meu parece um trambolhão de introdução. Sei lá. Tem coisas em aberto demais para ser muito conclusivo. E eu, pessoalmente, me interessei muito mais pelas histórias paralelas do que pela história principal.
E você há de convir: se a história principal não te interessa tem mesmo alguma coisa errada.

Uma coisa notável em todo o volume é o melhor desenvolvimento da história. Acho que a autora tem mais liberdade e páginas para contar sua história como quer contar e isso se reflete no livro de forma muito clara. A leitura flui bem, apesar do personagem principal ser horroroso.

Aliás, depois do sequestro de Xhex, John consegue ficar ainda mais insuportável do que já era! Fiquei muito tentada em pular as partes dedicadas a ele e seguir em frente um pouco mais feliz. Mas logo percebi que se eu fizesse realmente isso perderia uma parte muito interessante da história, para não dizer importantíssima, que caberia a Xhex. E aí não dava.

E a Xhex. Nossa, ela merecia todo um capitulo de opiniões a parte. Ela é, de longe, a mais forte das shellans. Não por ser metade simpato. Nem mesmo por ser mesmo uma assassina treinada e uma combatente sem igual em batalhas. Mas por ter tanta fibra, tanta força de vontade e tanto caráter que acabam impressionando muito mais do que suas habilidades como guerreira.

Ela sim passa por torturas físicas e psicológicas suficientes para se enlouquecer. E ela fica choramingando? Se enchendo com bebidas ou sendo malcriada e antissocial? Não, claro que não. Ela luta. Ela sempre vai lutar. Não faz parte da natureza dela desistir sem luta. Ela luta até contra seus próprios sentimentos, poxa vida!

E foi Xhex quem não me deixou abandonar o livro.

Apesar de passarmos por todo aquele momento super chato e clichê em que a Xhex não faz outra coisa a não ser negar o que sente pelo John e jurar que realmente acredita que ele ficará melhor sem ela, não vi nenhum motivo muito valoroso da parte dela para ficar de tanta lenga-lenga do tipo "ai, não me toque, eu vou te destruir. Não podemos ficar juntos!" Sério mesmo. Cansei demais quando era os dois juntos.

Que saudade do tempo da química entre casais! Tipo Wrath e Beth, Rhage e Mary e Zsadist e Bella! Falando sério.

Mas, a muito das histórias paralelas para que você se entedie! A gente descobre mais sobre a vida de Darius e de Thor!
Eu sempre gostei muito do Thor. E já é bem legal que ele venha reagindo a depressão em que ele se enfiou desde a morte da Wellsie e do filho.

Tem uma historinha paralela de uns caçadores de fantasmas que eu sempre me perguntava "WTFG???" quando o capitulo começava e que só fui entender bem no final do volume. Pensava que a Ward tava surtando no aleatório, mas parece que quem estava enganada era eu! Nada com a Ward é por acaso afinal.

E tem mais um pouquinho de Vishous para quem curte. Eu gostei bastante do rumo das coisas e odiei ainda mais a mamãezinha mimada dele. Sério que ela quer ser idolatrada por ser tão vaca?

E a boa fase sem Redutores Chefes mega chatos continua! Apesar de o Lash ser um grande pé no saco, ele é mais coerente e justificável do que os outros "chefes" da sociedade redutora. E ele está passando maus bocados com o papaizinho dele! O que pelo menos torna as coisas divertidas para quem não aguenta mais ele maltratando a Xhex.

E agora a parte mais divertida!

Qhuinn e Blay!

Eu simplesmente A-D-O-R-E-I ver o Qhuinn sofrendo por causa do caso do Blay com o Saxton!
XD
Foi muito legal ver o lado sentimental do idiota que pensa diferente do que o coração sente. Claramente, Qhuinn vai mudar um bocado antes de ele conseguir se resolver com o pobre Blay. Mas eu torço muito, muito pelo casal e espero ansiosa o livro deles, que a J.R. Ward já confirmou!
^^
E espero que ela consiga dar conta das cenas quentes entre os dois... *-*
E Layla, sai pra lá!
Ainda não é a sua vez.
Humpf!!!


Vou dar 4 estrelas. Por que eu não gosto mesmo do John, mesmo depois de tudo.

________Citação

"- Diga a palavra Qhuinn. Faça isso e eu passarei a noite com você.

- Melhor ainda - Blay falou arrastando as palavras. - Por que você
simplesmente não me beija..."
(Amante  Meu - p.288)

______________________________________

Aaaaaah!!
Qhuinn e Blay! s2

Ja ne!

domingo, fevereiro 05, 2012

Amante Vingado - J.R.Ward


________________________________________
"Nas sombras da noite de Caldwell, Nova York, desenvolve-se uma furiosa guerra entre os vampiros e os seus assassinos. Há uma Irmandade secreta, sem igual, formada por seis guerreiros vampiros, defensores de sua raça. Enquanto eles defendem a raça dos redutores, a lealdade de um vampiro especial será posta a prova - e sua perigosa natureza será revelada... Rehvenge sempre manteve distância da Irmandade, pois guarda um letal segredo que poderia fazer dele uma arma na guerra contra os redutores. E enquanto as conspirações dentro e fora da Irmandade ameaçam revelar a verdade sobre o ele, Rehv se aproximará da única luz que clareia seu mundo de escuridão e jogos de poder, Ehlena, uma vampira que nunca conheceu a corrupção e traição... é a única que pode salvá-lo da destruição eterna."
_____________________________________

Ah, bem. Senhor Rehvenge. 

Eu acho que eu estou ficando uma velha chata. Demorei um tempo extraordinário para terminar o livro do Rehvenge. Sério, mais tempo do que levei com os tenebrosos Amante Revelado, Amante Liberto e Amante Consagrado.
Tá, tô exagerando chamando-os de tenebrosos. Mas, foda-se. 

E não foi culpa do Rehv a demora.

O caso com o Rehv, então. Seu livro foi simplesmente intenso.

Para começo de conversa, eu achei muito, muito estranho, um negocinho sobre a anatomia do senhor Reverendo que nos é dito ainda  em Amante Consagrado. Eu fiquei tipo "WTFG!" e não me acostumei.
Continuo batendo na tecla de que a J.R.Ward podia maneirar um pouco com as perversões e coisa e tal -mas- vou ignorar e fingir que ela só está questionando as relações pessoais e coisa e tal.

Esse detalhe super estranho a parte (se você não sabe o que é, me pergunto por que você está lendo esta resenha, vá terminar de ler o livro do Phury), o Rehv é tão FOFO!
*O*

Eu gostei do título do livro dele, muito haver com a história que o Rehv tem para nos mostrar. Apesar de Rehvenge acreditar honestamente que ele só pode ser mal, que ele está imerso em sujeira e que um sujeito como ele não merece a felicidade e uma fêmea de valor, ele é simplesmente fofo! Rehvenge é mesmo muito violento, não tem como negar isso. Ele controla todo o mundo a sua volta com punhos de aço e não tem segundas chances com ele.

Mas vou admitir sem preâmbulos: Eu cai de amores pelo Rehvenge! Não rolou uma química entre nos dois como foi o caso com o Z., nem fui pega tão desprevenida com a intensidade marcante de um macho como foi com o Wrath. Também não foi tão romanticamente erótico como foi o Rhage. Mas foi bom.
Talvez o problema tenha sido realmente o lance da anatomia e coisa e tal...

Mas foi algo como o que aconteceu comigo e Zsadist. E não. Eu não amo o Rehvenge o mesmo tanto que eu amo o Z. Aquele vampirão sociopata com uma cicatriz horrorosa é o dono do meu coração. Mas Rehvenge acredita realmente que ele não tem nenhum valor. Assim como Z. acreditava antes dele. Isso é muito triste.
Apesar de ser um chefão das drogas, cafetão e ele mesmo sendo obrigado a se prostituir, as ações de Rehv, totalmente erradas, costumam ter uma intenção honrada por trás delas. Cada crime que ele comete, costuma ter um propósito "bom". Não que isso o justifique. Mas Rehv governa com suas próprias leis. Esse é o mundo dele.

Eu fiquei muito tocada com ele. Rehv tem toda uma potência avassaladora que mantem inclusive as pessoas a certa distância, mas ao mesmo tempo, algo aquele ar de quem foi abandonado aos seus próprios erros. Como cães de rua que as vezes são ameaçadores, mas por que essa é a forma que eles aprenderam a usar para sobreviver. Parece até pecado comparar o Rehv com um cachorro. Acho que seria mais justo compará-lo a leões que são criados em circos e são maltratados durante anos. Para eles, a única forma de lidar com o medo é atacar. Simples assim.

Tipo, mandar matar e torturar um cara que bateu em uma das suas prostitutas até matá-la...
Ou comandar o assassinato de um regicida para ajudar a Irmandade...
Ou matar o próprio padastro por sempre espancar a mãe e torturar a irmã.

Pequenas coisas como essas. Ou até mesmo se prostituir para proteger a si mesmo e a Xhex de serem descobertos e mortos.
Ou na suavidade com que trata Ehlena com as mesmas mãos que ele usa para matar esmagando.

E Ehlena! Essa sim é uma fêmea de valor! Ela é corajosa, honesta, trabalhadora. A vida dela é cuidar do pai doente e sua vida já sofreu tantas reviravoltas ruins, que ela não tem mais nenhuma ilusão para com a vida. Ela é forte e sensível, apesar de ser muito solitária. Ela, como todos os outros, também tem certo medo de Rehv. Mas ela é a única que encara isso de frente. E sua recompensa é ser olhada com todo o amor por belíssimos olhos cor de ametista...
Ai, ai.
Beeeeeeem legal!

E a Ward não está tratando seus personagens como ilhas! Temos mais um pouquinho da vida dos nossos bons irmãos e suas shellans nesse volume. Não todos, mas alguns. (Por favor continue ignorando a Marissa!)

E eu curti ver mais do Wrath, nosso rei, de novo! Tinha me esquecido de como ele era super legal. Aquela personalidade única unida com aquele tom de voz que não permite contestação... Ai, ai.
Mas a vida dele e da rainha Beth está longe de ser só flores. Mas, apesar de ser um machão com toda a força da palavra, ele se dobra sempre diante de sua shellan. E ao medo de perdê-la, claro.
Tão bonitinho como todos eles deixam de ser feras terríveis e perigosas diante de suas fêmeas.

Que são, na verdade, quem mandam na casa. Normal, vocês sabem.
XD

E, em favor da Editora Universo dos Livros, a tradução está primorosa! Ainda pegando um pouco leve demais para os padrões da Irmandade, que solta tremendos palavrões na versão original, mas melhorando a cada livro. 
Agora lemos o "período de necessidade" e não "cio". E as vampiras comemoram!!! Muito legal deixarem de ser cachorras! haha
O Wrath e sua boca suja está por toda parte, como deve ser. E nada de pênis, mas sim, "membro" e esse é uma vitória particular. \o/ Muuuuuuito bom mesmo.

Tô nem aí se na versão original é pênis mesmo. Eu gostei de ler membro.
Mais misterioso e erótico.

Pronto falei.

Eu gostei um tantão. No final o livro engrena e tudo termina no estilo da Irmandade. O diálogo final entre reis também é divertido. Eu gostei de como as coisas funcionaram.

Apesar de ser batido o lance do sequestro, já que, Zsadist já protagonizou o episódio com maestria insuperável. Ele é demais!

John, você é um pé no saco! Eu te detesto profundamente. Supera cara! Que saco. ¬¬

Vou dar 5 estrelas. Por que eu quero e pronto.



___________Citação

“Acredite-me, se pudesse ter uma ereção, a cama seria o primeiro lugar que te levaria” (Amante Vingado - J.R.Ward)
________________________________________

terça-feira, janeiro 31, 2012

A Esperança - Suzanne Collins


__________________________________________
"Depois de sobreviver duas vezes à crueldade de uma arena projetada para destruí-la, Katniss acreditava que não precisaria mais de lutar. Mas as regras do jogo mudaram: com a chegada dos rebeldes do lendário Distrito 13, enfim é possível organizar uma resistência. Começou a revolução. 
A coragem de Katniss nos jogos fez nascer a esperança em um país disposto a fazer de tudo para se livrar da opressão. E agora, contra a própria vontade, ela precisa assumir seu lugar como símbolo da causa rebelde. Ela precisa virar o Tordo. 
O sucesso da revolução dependerá de Katniss aceitar ou não essa responsabilidade. Será que vale a pena colocar sua família em risco novamente? Será que as vidas de Peeta e Gale serão os tributos exigidos nessa nova guerra? 
Acompanhe Katniss até o fim do thriller, numa jornada ao lado mais obscuro da alma humana, em uma luta contra a opressão e a favor da esperança."
______________________________________

Minha nossa. Jogos Vorazes.

Eu acho que essa série pode ser definida como a série da sua vida. De uma maneira ou de outra, ela vai te marcar com tanta força, que você se torna alguém diferente quando termina de lê-la.

No meu caso, especificamente, eu terminei de ler a edição brasileira ainda em 2011. Depois desse livro eu li mais alguns e tal, mas não consegui escrever nada sobre nenhum dos outros depois desse.
O caso é que a trilogia que a Suzanne criou, tão magnificamente bem, te consome. No final, você sobrevive, mas é isso. É só isso. Não há mais nada. Há vazio. Há dor. Apenas isso.
Você está igual a Katniss, a garota em chamas.
Você acorda, come, dorme e segue toda aquela sua rotina normal. Mas é apenas isso. Você continua por que tem que continuar, por que não há outra opção.

Mas o sentimento de desastre, de perda e de felicidade e tristeza ao mesmo tempo permanece.

Muitas pessoas reclamam que tanto Em Chamas, quanto A Esperança tem ritmo mais lento, que a história tem seus altos e baixos e que especialmente em A Esperança as coisas tendem a ser tediosas até.
Essas pessoas são seres abissais que foram criadas pelo pedobear que não foram absorvidos pela história como todo o resto da humanidade foi. Biltres.

O ritmo dos livros é diferente? Sim. Mas isso não pode ser considerado tedioso, uma vez que é tudo necessário para que o crescimento dos personagens aconteça.
São momentos diferentes, mas a tensão que te acompanha, desde o momento em que Katniss se oferece como tributo, ainda em Jogos Vorazes, alcança níveis alarmantes em Em Chamas e em A Esperança.

A todo o momento você sabe que não pode esperar nada de bom. Você sabe que tudo vai dar errado, a questão é apenas quando e como. Suzanne deixou isso claro lá atrás, ainda em Jogos Vorazes. Esse não é um livro para as coisas darem certo.
Você lê com uma sensação ruim no estômago.
Falando claramente, você não espera um final feliz. Por que sabe que isso não é possível e não faz sentido. Se você espera um, mesmo depois dos dois outros volumes, você é estúpido. E pronto.

Ou distraído, vai saber Deus.

E, santo Deus, como a Katniss suporta tudo aquilo, eu nem imagino.
Eu já a tinha aceitado como uma sobrevivente, mas isso tudo foi, na falta de uma palavra melhor, inacreditável.
Sei que existem pessoas que sobrevivem a desastres repetidamente. Essas pessoas, que escolhem sobreviver independente do que viveram e viram, são muito mais fortes do que eu.
Eu sei que eu não conseguiria.

Acho, e isso é a minha opinião, que apesar de ter sido seguidamente injusta, cabeça dura, cega e completamente insuportável uma porrada de vezes, Katniss é a personagem mais incrível com que eu já tive a oportunidade de compartilhar meu tempo.

Por mais que tentassem, por mais que parecesse o contrário, até o fim, Katniss não pode ser controlada.

E eu vi tanta beleza nisso!
*-*
Mas ela é uma filha da puta, sim.

O maior mérito de um livro é fazer com que seus leitores visualizem, sintam e se percam na história com tanto fervor que até mesmo as atividades diárias sejam negligenciadas em favor de sua conclusão. Quando você abre aquele volume, seu coração vibra exatamente na mesma sintonia da história e quando você fecha aquelas páginas sem concluí-lo você se sente inquieta e a única coisa em que você consegue pensar é naquele livro e no que diabos está acontecendo nas páginas que você ainda não leu. 

Como eu já disse nas resenhas de seus volumes anteriores, a série Jogos Vorazes não é satisfatória. Ela é tão realista que assusta, consome, machuca.

Mas mesmo assim você é arrebatado.

Acho que a única coisa ruim em A Esperança é a Katniss e sua indecisão de se tornar O Tordo. Já tinha reclamado disso antes e falarei de novo: A Katniss quando está dividida, quando ela ainda não se decidiu quanto ao que fazer, tende a ser cruel e insuportável.

É uma série dificil de ler, sem dúvida. E, percebo agora, que ao final dela eu entrei em uma inevitável depressão fim de livro. Acontece.
A última vez comigo foi em 2007, com o final de Harry Potter. E levemente com Percy Jackson.

A comparação entre as séries aqui é diferente de qualquer outra comparação que eu já tenha feito antes. Sabendo que Harry Potter foi a série da minha vida, eu coloco Jogos Vorazes no mesmo patamar.
Os dois finais foram insatisfatórios para mim. Por razões diferentes, mas isso já era o esperado para Jogos Vorazes.

E não confunda as coisas, Batman.

O final é insatisfatório mas perfeito. Não poderia haver um final feliz, colorido e perfeito para Katniss e todos os outros. De maneira nenhuma. Mas foi perfeito, como foi.
Não posso falar muito sem destrinchar toda a história e dar spoilers terríveis. Evitei inclusive falar do Peeta, aquele garoto incrível e maravilhoso. Por que não há como falar sobre ele sem falar tudo.

E, curiosamente, pela primeira vez li umas resenhas antes de escrever a minha própria e percebi que as pessoas que escrevem sobre A Esperança não conseguem falar sobre a história em si, mas falam sobre o que sentiram quando a leram.

E isso, mais do que qualquer outra coisa, torna a série tão extraordinária. Ela te faz SENTIR.

Seja por que você ficou horrizado e não aceita uma realidade onde crianças tem que matar umas as outras por entretenimento, ou por que o garoto do pão te conquistou com palavras e atitudes ou ainda pela coragem e natureza incontrolável da garota em chamas, você sentiu tudo. Cada vez que sangue gotejava, que tudo o que se podia ouvir era o suspiro agonizante de algum tributo, ou quando algo terrível poderia acontecer primeiro na arena, depois nos campos da guerra, quando tudo era manipulado por mentes cruelmente criativas, você sofria tudo.

Cada perda, indignação, covardia e crueldade que a Katniss sofria, é ao mesmo tempo com você.
Eu inclusive chorava, quando a própria Katniss não o fazia. Ou por que não podia ou por que não conseguia. Eu o fazia por ela.

Foi uma viagem e tanto, essa ao mundo de Panem. Sou mais do que grata por cada parágrafo e essa série é de longe uma de minhas favoritas.

Doeu? Sim. Muito.

Mas poucos livros valem tanto a pena. E talvez nenhum outro possa me apresentar uma história que me consuma tanto.



_________Citação

[...]Quando ele sussurra, "Você me ama. Real ou não real?" Digo-lhe, "Real".
(Katniss - A Esperança )

quinta-feira, dezembro 15, 2011

Em Chamas - Suzanne Collins



AS FAGULHAS SE ACENDEM
AS CHAMAS SE ESPALHAM
E A CAPITAL QUER VINGANÇA


"Depois da improvável e inusitada vitória de Katniss Everdeen e Peeta Mellark nos últimos Jogos Vorazes, algo parece ter mudado para sempre em Panem. Aqui e ali, distúrbios e agitações nos distritos dão sinais de que uma revolta é iminente. Katniss e Peeta, representantes do paupérrimo Distrito 12, não apenas venceram os jogos, mas ridicularizaram o governo e conseguiram fazer todos - incluindo o próprio Peeta - acreditarem que são um casal apaixonado.
A confusão na cabeça de Katniss não é menor do que a das ruas. Em meio ao turbilhão, ela pensa cada vez mais em seu melhor amigo, o jovem caçador Gale, mas é obrigada a fingir que o romance com Peeta é real. Já o governo parece especialmente preocupado com a influência que os dois adolescentes vitoriosos - transformados em verdadeiros ídolos nacionais - podem ter na população. Por isso, existem planos especiais para mantê-los sob controle, mesmo que isso signifique forçá-los a lutar novamente."
____________________________________________
Nossa! Por onde começar?

A verdade é que não há muito o que falar. Esse livro é perfeito e qualquer coisa que eu diga além disso é floreio.

Em Chamas é meu livro de sufoco. Ele sempre vai me fazer sentir MUITA afinidade com a Katniss com relação a sua grande indecisão. Ela é super filha da puta, mas entendo seus dilemas.

A verdade é que, a Katniss em seus momentos de transição, antes de aceitar seu fardo e mover a bunda magrela do lugar, me irrita muito. Ela fica molenga, propensa a fazer escolhas idiotas e faz todo mundo sofrer no processo.

Ela sempre tem tanto potencial. Como já foi dito sobre ela uma vez "- Você é ouro em pó!" E ela é, mesmo.

Acontece que se você sofreu aqueles momentos de tensão em Jogos Vorazes e ali já pensava que a ameaça iminente era grande, pense duas vezes. A sensação ruim de que algo vai dar errado continua mais do que presente, mas agora ela não vem na forma das consequências, mas sim, de uma clara ameaça.

Uma ameaça feita com todas as letras, com cheiro de rosas e sangue.
Para todo mundo que pensava que ao fim dos jogos tudo estaria bem, eu me sinto na obrigação de avisar: Nada, nunca, está bem.
Eu disse isso na minha resenha de Jogos Vorazes e vou repetir agora: "E, mesmo quando terminá-lo, não vai se sentir seguro ou satisfeito. E não há alternativa."
Suzanne ainda mantém a mesma linha de narrativa, daquele modo extraordinário de nos prender as páginas e aos sentimentos da personagem principal, Katniss. Continua sendo tão impossível quanto antes, talvez até mais do que antes aliás, largar o livro por aí para seguir com sua vida.

E nem tente fazer isso. Nenhuma vida pode ser mais interessante do que esse livro.

Em chamas vai narrar a história de Katniss durante a turnê da vitória dela e de Peeta. A verdade é que naquele momento final do ultimo jogo, quando Katniss e Peeta decidiram comer aquelas "amoras-cadeado" ficou subentendido para todos os Distritos que aquilo era um ato de rebeldia contra a Capital.
Agora, eles vão ter que provar, durante a turnê da vitória, que aquilo não foi um ato de rebeldia, mas sim de louco amor.

Tudo acontece tão rápido, é tanto ação e tudo é tão frenético, que eu me perguntava o tempo inteiro enquanto lia como alguém podia suportar tanto.
E, é claro, me lembrei por que eu guardava um certo rancor para com a Katniss.

Me lembrei também do por que o Peeta é simplesmente um garoto incrível e especial.
Eu amo e odeio esse livro na mesma medida. Ele é perfeito, sem dúvida. Mas, da mesma forma que te conquista ele te machuca.
Ele é cruel, frio, calculado. Consome tudo.

Um pouco como sexo, acho.
Sabe? Como você simplesmente não quer existir depois do orgasmo por que sentiu absolutamente tudo e agora está vazio?
Pois é.

E tenho pena de quem não entendeu.

E, devo deixar o maior de todos os avisos até agora: Não termine de ler Em Chamas sem ter A Esperança em mãos. Não dá para, simplesmente, ler o último parágrafo de Em Chamas sem ficar enlouquecidamente curioso com o que está acontecendo.
E tenho dito.
Caso contrário, você estará sofrendo em vão cara-pálida. 


Acho que esse é o meu favorito da trilogia. Difícil decidir, mas quase acredito nisso.

Sabe que, curiosamente, estou com bloqueio para escrever as resenhas dessa série. Terminei de ler em chamas dia 15 e só consegui fazer a resenha hoje, a mais curto do blog, acho. Nem sei quando vai sair a de A Esperança que terminei também no dia 15. Veremos.


_________________________________________________

_________Citação


"Você poderia viver centenas de vidas e não merecê-lo."
(Haymitch para Katniss, sobre Peeta - Em Chamas)

_________________________________________________

quarta-feira, dezembro 07, 2011

Jogos Vorazes - Suzanne Collins


Katniss escuta os tiros de canhão enquanto raspa o sangue do garoto do distrito 9.
"Na abertura dos Jogos Vorazes, a organização não recolhe os corpos dos combatentes caídos e dá tiros de canhão até o final. Cada tiro, um morto. Onze tiros no primeiro dia. Treze jovens restaram, entre eles, Katniss. Para quem os tiros de canhão serão no dia seguinte?...
Após o fim da América do Norte, uma nova nação chamada Panem surge. Formada por doze distritos, é comandada com mão de ferro pela Capital. Uma das formas com que demonstra seu poder sobre o resto do carente país é com Jogos Vorazes, uma competição anual transmitida ao vivo pela televisão, em que um garoto e uma garota de doze  a dezoito anos de cada distrito são selecionados e obrigados a lutar até a morte!
Para evitar que sua irmã seja a mais nova vítima do programa, Katniss se oferece para participar em seu lugar. Vinda do empobrecido Distrito 12, ela sabe como sobreviver em um ambiente hostil. Peeta, um garoto que ajudou sua família no passado, também foi selecionado. Caso vença, terá fama e fortuna. Se perder, morre. Mas para ganhar a competição, será preciso muito mais do que habilidade. Até onde Katniss estará disposta a ir para ser vitoriosa nos Jogos Vorazes?"
_________________________________________________

Ai, ai.

Essa é uma postagem muito especial.
Eu preciso avisar por que, para se falar sobre algo de que se gosta fica um pouco difícil não ser repetitivo e adulador.
Então vamos. Jogos Vorazes.

Bom, entre minhas séries favoritas - mas eu digo as favoritas mesmo - daquelas que mudam a vida da pessoa para sempre, Jogos Vorazes está no meu top 5. Fica ali circulando entre Harry Potter, O Senhor dos Anéis, As Crônicas de Gelo e Fogo e Percy Jackson. Para falar a verdade, eu não saberia colocar em ordem para dizer qual delas eu gosto mais. Talvez o maior carinho esteja com a série da J. K. Rowling, já que minha vida começou a mudar com A Pedra Filosofal quando eu tinha 10 anos. 12 anos se passaram desde aquilo e Harry ainda é meu homem ideal.
Por isso, talvez, seja Harry Potter.
Mas mesmo essa série, tão maravilhosa e especial, fica sem lugar definido quando penso em todas as outras.
Jogos Vorazes e As Crônicas de Gelo e Fogo estão entre os que li no original, em inglês. Talvez não tenham sido excelentes escolhas para quem está começando, devido a dificuldade da narrativa, mas não me arrependo.

Como eu disse, eles fazem parte daqueles grandes livros capazes de mudar a essência de uma pessoa. E, para mim, foram um passo importante não só no meu nível de leitura, como em minha vida.

Eu não subestimo os bons livros, mas em meu coração ficam apenas os grandes livros. E a diferença entre um bom livro e um grande livro é que, quando você termina de ler o primeiro tipo você está feliz. Quando termina de ler o segundo, você está triste.

A sinopse de Jogos Vorazes que eu coloquei ali em cima por si só já é muito reveladora. A história de Katniss se passa em um mundo devastado, muitos séculos depois desse nosso, onde o planeta devolveu ao homem todo o mal que foi feito a Terra. O nível dos oceanos subiu, engolindo boa parte da terra, tornados, terremotos e todo o tipo de calamidades naturais assolaram o Planeta e o que sobrou da América do Norte se reorganizou em um continente chamado Panem. Panem se dividiu em 13 Distritos e uma Capital, mas quando a nossa história se passa, são apenas 12 Distritos. Katniss, vive no 12 Distrito e não nos é dito muito sobre como é a vida nos outro 11.
Acontece que todos os Distritos são cercados e as viagens entre eles são proibidas. Os seres humanos são tratados como gado e qualquer tipo de comentário ou ação fora das regras é punível com a morte.

A vida no Distrito 12 é muito difícil. As pessoas costumam morrer de fome e a pobreza é tangível. Katniss caça para alimentar a família, e é o resultado de sua caça que ela troca por coisas para a sua sub-existência. Com o decorrer da história, descobrimos que apesar da vida difícil que ela leva, as coisas poderiam ser muito piores.
Sem dúvida poderiam ser MUITO piores.

Não preciso falar muito do enredo, por que sério, a sinopse já diz basicamente tudo. Por isso, quero falar sobre o que essa história nos faz sentir.

Tudo, cada átomo de seu ser, fica cativado, entorpecido e absolutamente dominado por essa história. Enquanto você consome o livro, ele te consome de volta. Você lê cada página, cada parágrafo com um aperto no estômago como se você vivesse tudo aquilo junto com a Katniss. Você se torna ela e ela se torna você e cada novo acontecimento te deixa tão sem fôlego e raivoso quanto deixa Katniss.

Por isso é tão doloroso. Por isso é tão difícil. Por isso é tão incrível.

Você passa a esperar nada além do pior. Você sabe que nada te espera além da morte. Não basta fechar o livro e deixá-lo de lado, por que você vai continuar pensando no que acontece naquelas páginas, até que você o pegue e o termine.

E, mesmo quando terminá-lo, não vai se sentir seguro ou satisfeito. E não há alternativa.

E Katniss! Ah, essa garota incrível e simples. Carrancuda e hostil. Corajosa sim, mas capaz de amar de uma maneira que ela ainda "não se dá conta" de que é capaz, é a melhor personagem com quem já  lidei. Eu a compreendo completamente, a Suzanne Collins tendo escrito em primeira pessoa torna tudo mais intimo. É fácil lê-la e torcer por ela. É como se fosse uma amiga muito querida, a quem não posso aconselhar, mas por quem posso torcer e sofrer junto.
Essa proximidade entre eu e a personagem não me permitiu ficar afastada do livro por muito tempo.

Foi maravilhoso e terrível. Foi intenso, apavorante e extremamente convincente.

Eu fui absorvida pela história e fiquei avida pela sequencia. Não quis e não pude evitar.

Apesar de já saber no que a história vai dar, eu me emocionei tudo de novo. A tradução da Rocco não deixou nada a desejar a versão original, apesar de eu saber o quanto foi criticada por aí. Foi uma excelente adaptação na minha opinião, apesar de não conseguir me acostumar com a Katniss vivendo na Costura.
Mas a essência, os detalhes, tudo está lá. E eu me emocionei em partes que antes, foram apenas passagens para mim.

Perfeito.
Nada mais a dizer.


Ah, para o caso de interessar, a série virou filme. A estréia vai ser em 23 de Março de 2012.
Veja abaixo o trailer:

Vou na pré estréia!!!
\o/

______________________________________________________

___________Citação

"[...]Mas estou presa aqui não só pelas paredes do aerodeslizador como pela força que segura aqueles que amam aos que estão para morrer. Quantas vezes não os vi, ao redor da mesa de nossa cozinha, e ficava imaginando: Por que não vão embora? Por que ficam para ver?
E agora sei a resposta. É por que não há alternativa."
(Jogos Vorazes - p.370)

Matta ne!
_______________________________________________________

quinta-feira, outubro 27, 2011

Despertada - P.C. Cast e Kristin Cast



"Exonerada pelo Conselho Supremo dos Vampiros e retornando a sua posição de Grande sacerdotisa da Morada da Noite de Tulsa, Neferet jurou vingança contra Zoey. Seu dominio sobre Kalona é apenas uma das armas que ela pretende usar. Mas Zoey encontrou um santuário na Ilha de Skye e está sendo protegida pela Rainha Sgiach, que espera que ela possa assumir o reinado. Tornar-se rainha seria legal, não seria? Por que ela deveria retornar para Tulsa?
Depois de perder Heath, seu consorte humano, Zoey nunca mais será a mesma - e seu relacionamento com o supersexy guerreiro Stark pode também nunca mais ser o mesmo. E Stevie Rae e Rephaim? O Raven Mocker se recusa a ser usado contra Stevie Rae, mas que chances ele tem quando ninguém no mundo, incluindo Zoey, estaria feliz com este relacionamento? Ele deve trair seu pai ou seu coração?
No emocionante oitavo livro da série House of Night até onde irão os vinculos da amizade e quão forte são as amarras que prendem o coração de uma garota?"
__________________________

Eu estou de muito bom humor. Minha ressaca literária finalmente passou e pude ler alegremente de novo sem sentir que eu estava morrendo a cada página.
Sério. Quando bate a ressaca literário, até mesmo Tolkien se torna péssimo. Não dá!
>_<
Es-quisitices a parte, me deu vontade de ler de novo e eu quis começar com alguma coisa leve, do tipo que eu não levo a sério. Então a escolha ficou muito fácil: House of Night, por que não?

Esse livro tá aqui a séculos e eu não dava o carinho necessário a ele.

Pior para mim. É o melhor da série!

#ruflemostambores

Verdade. Eu juro!
...
Não me olhe com essa cara de desdém!

Sei o quanto parece que estou enganando vocês, por que, se você chegou até aqui, quer dizer que você sabe o quanto essa série é HORRIVELMENTE enrolada e boba. Para dizer o minimo. Mas sério, esse é o melhor livro da série até agora.

Zoey continua enfrentando todos aqueles zilhões de problemas de sempre, em tipo, umas 36 horas com seu bando de amigos com poderes coloridos e coisa e tal, tipo em um episodio de Capitão Planeta. Ou Power Rangers, o que você preferir.
Mas o tudo igual acaba ai.


Zoey não é mais uma vagabunda louca, já que o Stark é mais do que suficiente para apagar aquele fogo todo dela. Aliás, ele é suficiente para apagar o fogo do mundo todo! Minha gente, o que é esse Stark?
*O*
Eu já adorava o personagem antes, agora ele é simplesmente TUDO de bom! Eu, no lugar da Zoey, não tinha perdido tanto tempo com um monte de idiotas como o Erick e o insuportável Heath. Não mesmo.
Stevie Rae ainda anda toda enrolada com todas aquelas questões de estar carimbada com um Raven Mocker, mas ela age como a Stevie Rae de antes de morrer e desmorrer, o que deixa ela com muito mais fibra! E ela voltou a ser encantadora, como antes. Isso foi algo que me deixou muito feliz mesmo.

O bom desse volume, além do ritmo alucinante dos acontecimentos te obrigarem a uma leitura frenética, é que ele finalmente mostra muito amadurecimento dos personagens. Zoey se tornou uma protagonista melhor, o que prova que ela esta mesmo melhor sem o Heath. Stevie Rae voltou a ser a minha personagem feminina favorita, talvez por que Aphrodite não tenha aparecido tanto nesse livro. ISSO é uma coisa da qual eu tenho que reclamar. COMO ASSIM a Aphrodite não apareceu um tantão de vezes para me fazer feliz!
T__T

Fiquei magoada.

É claro que a série não perdeu sua marca registrada de ser uma enrolação sem fim e mostrou muita coisa desnecessária, mas do que eu estou reclamando? Tudo está finalmente se encaminhando para algum lugar e um pouquinho das coisas começa a ser explicada de verdade.
Tipo, como assim todo mundo faz TANTA vista grossa para a Neferet?
Ela aparece e alguém morre. Ela faz, acontece, normalmente na frente de TODO MUNDO e MESMO ASSIM ela continua tendo um monte de gente cheirando o rabo dela alegremente?

E ela surtou mesmo nesse volume. Agora que ela tá ficando do tipo histérica. Mais assustadora do que nunca. E honestamente, ler o ponto de vista dela é para sentir nojo. Não sei se essa série é considerada para faixa etária dos adolescentes (falando sério, ela na maioria das vezes é tão idiota que eu me pergunto se crianças achariam graça nisso - ¬¬) mas ficou meio pesado demais.

Tipo, eu imagino fãs de Crepúsculo lendo Despertada. Aliás, depois de ler qualquer volume de House of Night onde a protagonista não segura a periquita... Aliás, onde ninguém segura nada. \o/
Tãããão diferente da filosofia de Crepúsculo onde as pessoas se casam virgens!
Fã de Crepúsculo lendo House of Night:

 Bom.
O que estou dizendo!
Crepúsculo nem é tão ruim. Aliás, minha opinião sobre o livro se resume a uma imagem:


E serei crucificada em 4... 3... 2...
X'D

Morro de dó, mas nem ligo.

Continuando.

Agora que estou pensando, nada de realmente significativo acontece nesse volume. Ele é mais um monte de resoluções de problemas pessoais, Zoey tentando fugir das suas responsabilidades, um pouquinho de brilhos e efeitos especiais patrocinados por uma Deusa, mais alguns personagens virando humanos e coisa e outros partindo para o mundo do além e coisa e tal.

É, também tem muita morte. Aliás, umas mortes bem desnecessárias. Mas essa é a vida. Ou a ficção. Sei lá.

Mas é um livro muito legal mesmo. Interessante para se dizer o minimo.
Teve uma coisinha de nada que me irritou MUITO, MUITO, MUITO no final, mas isso é um problema pessoal meu com a história e sei de gente que deve ter adorado.
Eu odiei. Muito.

Bom, deixe-me ver o que mais...
...
...
Erm, bem. Não sei o que mais!

Acho que pode ser um pouco da minha empolgação por querer voltar a ler que pode ter me feito ler Despertada com tanto entusiasmo. Mas, e daí?
O livro é uma ótima distração e para os padrões esperados dos livros de House of Night este está ÓTIMO!
*-*

Leiam, nem que seja pelo maravilhoso Stark. Ou, se você preferir, pelas belas descrições das moças. Sei lá, você pode ser estranho.
E, por favor, ignore toda a baboseira exotérica pela qual P.C. Cast e sua filha nos fazem passar durante a história. Elas devem fumar uma erva pesada para enfiar tanta coisa esquisita na história.

No mais, 5 estrelas! \o/
Por que eu realmente me diverti com esse.

Mas sem grandes pretensões e sem ser um livro para ser levado a sério, ok?
_____________________________________________

__________Citação

" Aphrodite arrancou o IPhone da mão de Stevie Rae.
- Veja bem. Nós não temos tempo para ficar andando nas pontas dos pés por causa dos sentimentos de Zoey. Ela precisa vestir as suas calcinhas de Grande Sacerdotiza e lidar com isso como gente grande."
( Despertada - p.150)

Ja ne!

___________________________________

quinta-feira, setembro 22, 2011

Filhos de Galagah - Leandro Reis


"Filhos de Galagah traz personagens inesquecíveis que irão honrar suas tradições neste mundo de glórias e tragédias. Heróis nobres e companheiros de passado sombrio que colocam em prática o treinamento de uma vida. Enquanto a pior sorte de vilões se prepara, nas sombras, para seus maiores planos.
Uma história apaixonante, que narra o inicio da jornada da heroína Galatea Goldshine, a mais nova de uma família que, por gerações, luta para proteger seus súditos de seu reino dos males do mundo e sobrevive a maldição secular: Enelock, Lorde Supremo dos Mortos, imortal e invencível, senhor de um reino de mortos-vivos e detentor de um ódio sem igual contra o povo de Galagah.
Aventura, emoção, batalhas intensas e vitórias inesquecíveis se revelem nesta obra, que também traz encontros e alianças improváveis na busca do destino..."
______________________________________

Olá, Olá!
Como vão?

Eu, depois de um longo e tenebroso inverno, estou de volta. E, graças aos deuses, estou de volta em grande estilo!
Eu estive na Bienal do livro do Rio de Janeiro, mas nem acho que vou entrar em muitos detalhes para contar como foi. Sabe, daquele tipo de fazer post e coisa e tal. Tem muito sobre a Bienal por aí na blogosfera e não vejo por que me repetir. Só digo que é MUITO legal mesmo, vale muito a pena e aconselho todo mundo a ir... Daqui a dois anos.

Mas como sempre, indo ao que interessa, o livro do qual falo hoje foi uma grande oportunidade para mim. Há um tempo atrás eu dei sorte de "descobrir" um booktour com o primeiro livro da trilogia do Legado Goldshine e, é claro corri para participar. Depois, olhando com mais calma vi que quem estava fazendo o booktour era o próprio autor o Leandro Reis, mais conhecido como @Radrak.
Eu dei sorte de muitas formas, por que além de ter me apaixonado por um novo mundo, o autor é mesmo muito legal e atencioso.

Eu não pude conhecê-lo pessoalmente na Bienal, mas comprei logo a trilogia do Legado, para vocês terem uma ideia do quanto gostei do primeiro volume da história.

Bom, a história. Para falar a verdade eu nem sei por onde começar precisamente. Foram muitas e grandes as surpresas que me abalaram (positivamente) e me deixaram sem fôlego. 
O Mundo aqui é outro. Medieval e dividido em vários reinos. Com reis e rainhas e uma guerra iminente contra um grande mal. Parece algo que você já leu? Não se engane. É aqui que tudo se torna diferente.

Primeiro, o protagonista. Galatea Goldshine. A escolha de uma mulher para heroína foi uma das coisas que me fez gostar especialmente de Filhos de Galagah. E ela é absolutamente linda. Sério mesmo. Todos os homens simplesmente tem que olhar para ela uma segunda vez. Eu meio que a imaginei como essas super modelos loiras com mais de 1,80 de altura. Mas com mais músculos, sei lá. Por que o que essa mulher é capaz de fazer em batalha, não pode ser coisa de anoréxica nem a pau. Nem mesmo com a ajuda de Radrak!
Em várias passagens ela é subestimada e quem o faz se arrepende amargamente. Ela é muito justa e sua fé em seu Deus é tão grande que ela provavelmente é capaz de fazer qualquer coisa em nome dele. Ela é o melhor herói que eu vejo em muito tempo. Mas Galatea é boa demais para uma garota de 17 anos. Quero dizer, qual é o defeito dela? Ela se foca totalmente em sua missão e em sua fé. Isso é possível? É um pouco fora da realidade que alguém seja tão perfeito. É meio sobrenatural que ela seja praticamente uma Deusa. E as pessoas não param mesmo de endeusa-la, então, eu meio que concordo com a Iallanara quando ela se cansa de todo mundo morrendo de amores pela Galatea e fazendo tudo por ela antes de ela precisar pedir.
Mas no caso da Iallanara é puro despeito. No meu caso é... Lógica?
Sei lá.

Isso me faz pensar no nosso anti-herói a co-protagonista Iallanara. Curiosamente, o personagem com quem mais me identifiquei. Eu gostei dela de graça no começo, mas depois foi se tornando algo justificavel. Ela teve uma infância terrível e esteve sempre sozinha. Eu acredito que os demônios que ela tem que enfrentar são piores do que os de Galatea. E ela é ruiva. Como eu. Por que ela não pode ser mais bonita do que a Galatea? =X
E ela é bruxa. O que pode ser mais legal do que ser bruxa? Nada, se você é da geração Harry Potter como eu.
Mas assumo que ser bruxa do jeito da Iallanara não é muito legal não. Mas eu estou MUITO na torcida por ela!
\o/
GOGOGO Iallanara! Go!

Segundo, talvez a principal razão por trás da coisa toda de gostar da história: Dragões! O que pode ser mais legal que Dragões?
*-*
E, aqui, eles foram usados com o devido respeito. Eles são super foda e poderosos. Nada pode ser melhor que dragões. Infelizmente eu não os vi em sua verdadeira forma, mas espero que tenham batalhas épicas cheias de dragões em seu poder total no futuro!
*O*

E também tem o Ethan. Que é suuuuper foda. Já viveu alguns séculos e é cheio de mistério e sabedoria. E Sephiros que é um Elfo mago. Um. Elfo. Mago.
Meu coração esta dividido entre os dois e não sei dizer qual deles é o "meu" cara. Vamos continuar lendo para ver qual deles vai me fazer cair de joelhos. Não sei mesmo de qual dos dois eu gosto mais.

...
O quê?
Toda série tem que ter aquele personagem especial que faz seu coração bater mais forte com as situações que o colocam em perigo e...
...
Ah, ta bom. Eu sou a estranha que se apaixona por personagens de livros. E daí?
¬¬

Mas, acima de todos eles está Gawyn. Ele é um elfo que foi criado por humanos como escravo. Ele também teve uma vida muito difícil. Mas a forma dele de lidar com isso é brilhante. Ele é MUITO, MUITO engraçado. Eu ri alto sozinha por causa dele. Tive que fechar o livro para rir dele várias vezes. Aliás, depois de um final SUPER TENSO com várias reviravoltas e uma leitura frenética para saber logo o que diabos ia acontecer, eis que me surge Gawyn e me faz terminar o livro morrendo de rir.
Ele é o melhor personagem para mim. Ele tem variações de humor, sim, mas nada disso afeta o jeito dele de ser. Tipo o Peter Parker dos quadrinhos, sabe?
Solta-lhe um soco na cara seguido de uma piadinha sobre isso.

Filhos de Galagah nos conta o começo da jornada de Galatea para trazer uma paz há muito almejada por seu povo e sua família. Ela se torna uma Guardiã da Vida, tomando o lugar que era de seu irmão mais velho e primogênito. Sob a sombra do maior inimigo de sua família, que também é a personificação do mal, Enelock. Ela tem a "sorte" de encontrar alguns amigos em sua jornada. Mas ela também encontra muitos problemas.

A todo momento confusões apararem e Galatea se envolve inclusive, nas que não tem nada haver com ela. São problemas inusitados, são problemas intensos. São problemas mesmo.
Mas Galatea tem fé, tem coragem, tem amigos. E juntos, minha nossa, eles fazem um estrago bonito mesmo. Aliás, Galatea sozinha, apenas com sua espada e seu escudo, faz um estrago TREMENDO. É muito movimentada toda a cena de batalha e você entra tanto no clima que é capaz de xingar quando algo da errado.
Não dá para supor nada sobre o que pode acontecer em seguida e isso é o mais interessante. Você lê sem saber onde aquilo vai dar. Eu praticamente não larguei o livro. Foi emocionante, para dizer o minimo.

Tenho que ressaltar que o mundo criado aqui é muito bem trabalho. Você é o tempo todo introduzido a novas religiões, dogmas e a um mundo inteiramente novo e tão completamente bem construído quanto a Terra Média, Nova Éther ou Westeros. Há muitas especies racionais coexistindo, sociedades que interagem em vários níveis e muitas referencias que eu adoro, como os Elfos, os Centauros e mesmo os assustadores Mortos-Vivos. 

Achei que faltou romance. Claro que esse não é o foco da história, mas eu gosto quando tem um romance acontecendo em alguma história secundária, sei lá. Sabe o lance do amor que sobrevive a toda a guerra e todo o mal e coisa e tal? Pois é, é minha parte preferida. Xp

Veja bem, se você não reparou, a minha reclamação sobre a história é sobre a perfeição da protagonista... De tudo o que eu já reclamei na minha vida de blogueira, acho que essa é a minha reclamação mais leve.

Eu já agradeci ao Leandro pela maravilhosa oportunidade de conhecer seu mundo e me apaixonar por ele. Eu comprei a trilogia inteira na Bienal e espero terminar de lê-la em breve. Ela agora está em um lugar muito especial da minha estante, ao lado de J.R.R. Tolkien, George R.R. Martin e Raphael Draccon. E juro por Deus, não deixa nada a desejar para nenhum deles. É um lugar de destaque! Muito merecido.

Eu adorei. Não tenho como recomendar mais.
Leiam. Leiam. Leiam.
É uma ordem!
...
Vocês já sabem o que acontece quando me desobedecem, certo?

Pedobear vai pegar vocês.

Dou 5 estrelas, entra para os favoritos e entra para o cantinho mais especial da minha estante.
Muito foda.
Vejam o site do autor, com mais informações sobre a trilogia do Legado Goldshine aqui. E aqui.

________________________________________

                       Citação
"Jamais deixe um inocente para trás e eles se inspirarão em seus atos para sempre. - ouviu, em sua mente."
(Filhos de Galagah - p.288)

"O elfo pegou uma pedra e atirou em Gawyn, acertando-o na testa.
- Ei! - protestou o espadachim, passando a mão no ferimento.
- Pelo velho carvalho, me desculpe. - O elfo mago corou de vergonha. - Não foi minha intenção...
Iallanara, que saía, parou e ficou observando-os por poucos segundos.
- Você segura adagas e flechas, mas é derrotado por uma pedra? - perguntou.
- Não funciona com elfos... - resmungou Gawyn, rindo em seguida.
Sei... - a ruiva sorriu."
(Filhos de Galagah - p.336)

Matta ne!

_______________________________________