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terça-feira, janeiro 31, 2012

A Esperança - Suzanne Collins


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"Depois de sobreviver duas vezes à crueldade de uma arena projetada para destruí-la, Katniss acreditava que não precisaria mais de lutar. Mas as regras do jogo mudaram: com a chegada dos rebeldes do lendário Distrito 13, enfim é possível organizar uma resistência. Começou a revolução. 
A coragem de Katniss nos jogos fez nascer a esperança em um país disposto a fazer de tudo para se livrar da opressão. E agora, contra a própria vontade, ela precisa assumir seu lugar como símbolo da causa rebelde. Ela precisa virar o Tordo. 
O sucesso da revolução dependerá de Katniss aceitar ou não essa responsabilidade. Será que vale a pena colocar sua família em risco novamente? Será que as vidas de Peeta e Gale serão os tributos exigidos nessa nova guerra? 
Acompanhe Katniss até o fim do thriller, numa jornada ao lado mais obscuro da alma humana, em uma luta contra a opressão e a favor da esperança."
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Minha nossa. Jogos Vorazes.

Eu acho que essa série pode ser definida como a série da sua vida. De uma maneira ou de outra, ela vai te marcar com tanta força, que você se torna alguém diferente quando termina de lê-la.

No meu caso, especificamente, eu terminei de ler a edição brasileira ainda em 2011. Depois desse livro eu li mais alguns e tal, mas não consegui escrever nada sobre nenhum dos outros depois desse.
O caso é que a trilogia que a Suzanne criou, tão magnificamente bem, te consome. No final, você sobrevive, mas é isso. É só isso. Não há mais nada. Há vazio. Há dor. Apenas isso.
Você está igual a Katniss, a garota em chamas.
Você acorda, come, dorme e segue toda aquela sua rotina normal. Mas é apenas isso. Você continua por que tem que continuar, por que não há outra opção.

Mas o sentimento de desastre, de perda e de felicidade e tristeza ao mesmo tempo permanece.

Muitas pessoas reclamam que tanto Em Chamas, quanto A Esperança tem ritmo mais lento, que a história tem seus altos e baixos e que especialmente em A Esperança as coisas tendem a ser tediosas até.
Essas pessoas são seres abissais que foram criadas pelo pedobear que não foram absorvidos pela história como todo o resto da humanidade foi. Biltres.

O ritmo dos livros é diferente? Sim. Mas isso não pode ser considerado tedioso, uma vez que é tudo necessário para que o crescimento dos personagens aconteça.
São momentos diferentes, mas a tensão que te acompanha, desde o momento em que Katniss se oferece como tributo, ainda em Jogos Vorazes, alcança níveis alarmantes em Em Chamas e em A Esperança.

A todo o momento você sabe que não pode esperar nada de bom. Você sabe que tudo vai dar errado, a questão é apenas quando e como. Suzanne deixou isso claro lá atrás, ainda em Jogos Vorazes. Esse não é um livro para as coisas darem certo.
Você lê com uma sensação ruim no estômago.
Falando claramente, você não espera um final feliz. Por que sabe que isso não é possível e não faz sentido. Se você espera um, mesmo depois dos dois outros volumes, você é estúpido. E pronto.

Ou distraído, vai saber Deus.

E, santo Deus, como a Katniss suporta tudo aquilo, eu nem imagino.
Eu já a tinha aceitado como uma sobrevivente, mas isso tudo foi, na falta de uma palavra melhor, inacreditável.
Sei que existem pessoas que sobrevivem a desastres repetidamente. Essas pessoas, que escolhem sobreviver independente do que viveram e viram, são muito mais fortes do que eu.
Eu sei que eu não conseguiria.

Acho, e isso é a minha opinião, que apesar de ter sido seguidamente injusta, cabeça dura, cega e completamente insuportável uma porrada de vezes, Katniss é a personagem mais incrível com que eu já tive a oportunidade de compartilhar meu tempo.

Por mais que tentassem, por mais que parecesse o contrário, até o fim, Katniss não pode ser controlada.

E eu vi tanta beleza nisso!
*-*
Mas ela é uma filha da puta, sim.

O maior mérito de um livro é fazer com que seus leitores visualizem, sintam e se percam na história com tanto fervor que até mesmo as atividades diárias sejam negligenciadas em favor de sua conclusão. Quando você abre aquele volume, seu coração vibra exatamente na mesma sintonia da história e quando você fecha aquelas páginas sem concluí-lo você se sente inquieta e a única coisa em que você consegue pensar é naquele livro e no que diabos está acontecendo nas páginas que você ainda não leu. 

Como eu já disse nas resenhas de seus volumes anteriores, a série Jogos Vorazes não é satisfatória. Ela é tão realista que assusta, consome, machuca.

Mas mesmo assim você é arrebatado.

Acho que a única coisa ruim em A Esperança é a Katniss e sua indecisão de se tornar O Tordo. Já tinha reclamado disso antes e falarei de novo: A Katniss quando está dividida, quando ela ainda não se decidiu quanto ao que fazer, tende a ser cruel e insuportável.

É uma série dificil de ler, sem dúvida. E, percebo agora, que ao final dela eu entrei em uma inevitável depressão fim de livro. Acontece.
A última vez comigo foi em 2007, com o final de Harry Potter. E levemente com Percy Jackson.

A comparação entre as séries aqui é diferente de qualquer outra comparação que eu já tenha feito antes. Sabendo que Harry Potter foi a série da minha vida, eu coloco Jogos Vorazes no mesmo patamar.
Os dois finais foram insatisfatórios para mim. Por razões diferentes, mas isso já era o esperado para Jogos Vorazes.

E não confunda as coisas, Batman.

O final é insatisfatório mas perfeito. Não poderia haver um final feliz, colorido e perfeito para Katniss e todos os outros. De maneira nenhuma. Mas foi perfeito, como foi.
Não posso falar muito sem destrinchar toda a história e dar spoilers terríveis. Evitei inclusive falar do Peeta, aquele garoto incrível e maravilhoso. Por que não há como falar sobre ele sem falar tudo.

E, curiosamente, pela primeira vez li umas resenhas antes de escrever a minha própria e percebi que as pessoas que escrevem sobre A Esperança não conseguem falar sobre a história em si, mas falam sobre o que sentiram quando a leram.

E isso, mais do que qualquer outra coisa, torna a série tão extraordinária. Ela te faz SENTIR.

Seja por que você ficou horrizado e não aceita uma realidade onde crianças tem que matar umas as outras por entretenimento, ou por que o garoto do pão te conquistou com palavras e atitudes ou ainda pela coragem e natureza incontrolável da garota em chamas, você sentiu tudo. Cada vez que sangue gotejava, que tudo o que se podia ouvir era o suspiro agonizante de algum tributo, ou quando algo terrível poderia acontecer primeiro na arena, depois nos campos da guerra, quando tudo era manipulado por mentes cruelmente criativas, você sofria tudo.

Cada perda, indignação, covardia e crueldade que a Katniss sofria, é ao mesmo tempo com você.
Eu inclusive chorava, quando a própria Katniss não o fazia. Ou por que não podia ou por que não conseguia. Eu o fazia por ela.

Foi uma viagem e tanto, essa ao mundo de Panem. Sou mais do que grata por cada parágrafo e essa série é de longe uma de minhas favoritas.

Doeu? Sim. Muito.

Mas poucos livros valem tanto a pena. E talvez nenhum outro possa me apresentar uma história que me consuma tanto.



_________Citação

[...]Quando ele sussurra, "Você me ama. Real ou não real?" Digo-lhe, "Real".
(Katniss - A Esperança )

quinta-feira, dezembro 15, 2011

Em Chamas - Suzanne Collins



AS FAGULHAS SE ACENDEM
AS CHAMAS SE ESPALHAM
E A CAPITAL QUER VINGANÇA


"Depois da improvável e inusitada vitória de Katniss Everdeen e Peeta Mellark nos últimos Jogos Vorazes, algo parece ter mudado para sempre em Panem. Aqui e ali, distúrbios e agitações nos distritos dão sinais de que uma revolta é iminente. Katniss e Peeta, representantes do paupérrimo Distrito 12, não apenas venceram os jogos, mas ridicularizaram o governo e conseguiram fazer todos - incluindo o próprio Peeta - acreditarem que são um casal apaixonado.
A confusão na cabeça de Katniss não é menor do que a das ruas. Em meio ao turbilhão, ela pensa cada vez mais em seu melhor amigo, o jovem caçador Gale, mas é obrigada a fingir que o romance com Peeta é real. Já o governo parece especialmente preocupado com a influência que os dois adolescentes vitoriosos - transformados em verdadeiros ídolos nacionais - podem ter na população. Por isso, existem planos especiais para mantê-los sob controle, mesmo que isso signifique forçá-los a lutar novamente."
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Nossa! Por onde começar?

A verdade é que não há muito o que falar. Esse livro é perfeito e qualquer coisa que eu diga além disso é floreio.

Em Chamas é meu livro de sufoco. Ele sempre vai me fazer sentir MUITA afinidade com a Katniss com relação a sua grande indecisão. Ela é super filha da puta, mas entendo seus dilemas.

A verdade é que, a Katniss em seus momentos de transição, antes de aceitar seu fardo e mover a bunda magrela do lugar, me irrita muito. Ela fica molenga, propensa a fazer escolhas idiotas e faz todo mundo sofrer no processo.

Ela sempre tem tanto potencial. Como já foi dito sobre ela uma vez "- Você é ouro em pó!" E ela é, mesmo.

Acontece que se você sofreu aqueles momentos de tensão em Jogos Vorazes e ali já pensava que a ameaça iminente era grande, pense duas vezes. A sensação ruim de que algo vai dar errado continua mais do que presente, mas agora ela não vem na forma das consequências, mas sim, de uma clara ameaça.

Uma ameaça feita com todas as letras, com cheiro de rosas e sangue.
Para todo mundo que pensava que ao fim dos jogos tudo estaria bem, eu me sinto na obrigação de avisar: Nada, nunca, está bem.
Eu disse isso na minha resenha de Jogos Vorazes e vou repetir agora: "E, mesmo quando terminá-lo, não vai se sentir seguro ou satisfeito. E não há alternativa."
Suzanne ainda mantém a mesma linha de narrativa, daquele modo extraordinário de nos prender as páginas e aos sentimentos da personagem principal, Katniss. Continua sendo tão impossível quanto antes, talvez até mais do que antes aliás, largar o livro por aí para seguir com sua vida.

E nem tente fazer isso. Nenhuma vida pode ser mais interessante do que esse livro.

Em chamas vai narrar a história de Katniss durante a turnê da vitória dela e de Peeta. A verdade é que naquele momento final do ultimo jogo, quando Katniss e Peeta decidiram comer aquelas "amoras-cadeado" ficou subentendido para todos os Distritos que aquilo era um ato de rebeldia contra a Capital.
Agora, eles vão ter que provar, durante a turnê da vitória, que aquilo não foi um ato de rebeldia, mas sim de louco amor.

Tudo acontece tão rápido, é tanto ação e tudo é tão frenético, que eu me perguntava o tempo inteiro enquanto lia como alguém podia suportar tanto.
E, é claro, me lembrei por que eu guardava um certo rancor para com a Katniss.

Me lembrei também do por que o Peeta é simplesmente um garoto incrível e especial.
Eu amo e odeio esse livro na mesma medida. Ele é perfeito, sem dúvida. Mas, da mesma forma que te conquista ele te machuca.
Ele é cruel, frio, calculado. Consome tudo.

Um pouco como sexo, acho.
Sabe? Como você simplesmente não quer existir depois do orgasmo por que sentiu absolutamente tudo e agora está vazio?
Pois é.

E tenho pena de quem não entendeu.

E, devo deixar o maior de todos os avisos até agora: Não termine de ler Em Chamas sem ter A Esperança em mãos. Não dá para, simplesmente, ler o último parágrafo de Em Chamas sem ficar enlouquecidamente curioso com o que está acontecendo.
E tenho dito.
Caso contrário, você estará sofrendo em vão cara-pálida. 


Acho que esse é o meu favorito da trilogia. Difícil decidir, mas quase acredito nisso.

Sabe que, curiosamente, estou com bloqueio para escrever as resenhas dessa série. Terminei de ler em chamas dia 15 e só consegui fazer a resenha hoje, a mais curto do blog, acho. Nem sei quando vai sair a de A Esperança que terminei também no dia 15. Veremos.


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_________Citação


"Você poderia viver centenas de vidas e não merecê-lo."
(Haymitch para Katniss, sobre Peeta - Em Chamas)

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quarta-feira, dezembro 07, 2011

Jogos Vorazes - Suzanne Collins


Katniss escuta os tiros de canhão enquanto raspa o sangue do garoto do distrito 9.
"Na abertura dos Jogos Vorazes, a organização não recolhe os corpos dos combatentes caídos e dá tiros de canhão até o final. Cada tiro, um morto. Onze tiros no primeiro dia. Treze jovens restaram, entre eles, Katniss. Para quem os tiros de canhão serão no dia seguinte?...
Após o fim da América do Norte, uma nova nação chamada Panem surge. Formada por doze distritos, é comandada com mão de ferro pela Capital. Uma das formas com que demonstra seu poder sobre o resto do carente país é com Jogos Vorazes, uma competição anual transmitida ao vivo pela televisão, em que um garoto e uma garota de doze  a dezoito anos de cada distrito são selecionados e obrigados a lutar até a morte!
Para evitar que sua irmã seja a mais nova vítima do programa, Katniss se oferece para participar em seu lugar. Vinda do empobrecido Distrito 12, ela sabe como sobreviver em um ambiente hostil. Peeta, um garoto que ajudou sua família no passado, também foi selecionado. Caso vença, terá fama e fortuna. Se perder, morre. Mas para ganhar a competição, será preciso muito mais do que habilidade. Até onde Katniss estará disposta a ir para ser vitoriosa nos Jogos Vorazes?"
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Ai, ai.

Essa é uma postagem muito especial.
Eu preciso avisar por que, para se falar sobre algo de que se gosta fica um pouco difícil não ser repetitivo e adulador.
Então vamos. Jogos Vorazes.

Bom, entre minhas séries favoritas - mas eu digo as favoritas mesmo - daquelas que mudam a vida da pessoa para sempre, Jogos Vorazes está no meu top 5. Fica ali circulando entre Harry Potter, O Senhor dos Anéis, As Crônicas de Gelo e Fogo e Percy Jackson. Para falar a verdade, eu não saberia colocar em ordem para dizer qual delas eu gosto mais. Talvez o maior carinho esteja com a série da J. K. Rowling, já que minha vida começou a mudar com A Pedra Filosofal quando eu tinha 10 anos. 12 anos se passaram desde aquilo e Harry ainda é meu homem ideal.
Por isso, talvez, seja Harry Potter.
Mas mesmo essa série, tão maravilhosa e especial, fica sem lugar definido quando penso em todas as outras.
Jogos Vorazes e As Crônicas de Gelo e Fogo estão entre os que li no original, em inglês. Talvez não tenham sido excelentes escolhas para quem está começando, devido a dificuldade da narrativa, mas não me arrependo.

Como eu disse, eles fazem parte daqueles grandes livros capazes de mudar a essência de uma pessoa. E, para mim, foram um passo importante não só no meu nível de leitura, como em minha vida.

Eu não subestimo os bons livros, mas em meu coração ficam apenas os grandes livros. E a diferença entre um bom livro e um grande livro é que, quando você termina de ler o primeiro tipo você está feliz. Quando termina de ler o segundo, você está triste.

A sinopse de Jogos Vorazes que eu coloquei ali em cima por si só já é muito reveladora. A história de Katniss se passa em um mundo devastado, muitos séculos depois desse nosso, onde o planeta devolveu ao homem todo o mal que foi feito a Terra. O nível dos oceanos subiu, engolindo boa parte da terra, tornados, terremotos e todo o tipo de calamidades naturais assolaram o Planeta e o que sobrou da América do Norte se reorganizou em um continente chamado Panem. Panem se dividiu em 13 Distritos e uma Capital, mas quando a nossa história se passa, são apenas 12 Distritos. Katniss, vive no 12 Distrito e não nos é dito muito sobre como é a vida nos outro 11.
Acontece que todos os Distritos são cercados e as viagens entre eles são proibidas. Os seres humanos são tratados como gado e qualquer tipo de comentário ou ação fora das regras é punível com a morte.

A vida no Distrito 12 é muito difícil. As pessoas costumam morrer de fome e a pobreza é tangível. Katniss caça para alimentar a família, e é o resultado de sua caça que ela troca por coisas para a sua sub-existência. Com o decorrer da história, descobrimos que apesar da vida difícil que ela leva, as coisas poderiam ser muito piores.
Sem dúvida poderiam ser MUITO piores.

Não preciso falar muito do enredo, por que sério, a sinopse já diz basicamente tudo. Por isso, quero falar sobre o que essa história nos faz sentir.

Tudo, cada átomo de seu ser, fica cativado, entorpecido e absolutamente dominado por essa história. Enquanto você consome o livro, ele te consome de volta. Você lê cada página, cada parágrafo com um aperto no estômago como se você vivesse tudo aquilo junto com a Katniss. Você se torna ela e ela se torna você e cada novo acontecimento te deixa tão sem fôlego e raivoso quanto deixa Katniss.

Por isso é tão doloroso. Por isso é tão difícil. Por isso é tão incrível.

Você passa a esperar nada além do pior. Você sabe que nada te espera além da morte. Não basta fechar o livro e deixá-lo de lado, por que você vai continuar pensando no que acontece naquelas páginas, até que você o pegue e o termine.

E, mesmo quando terminá-lo, não vai se sentir seguro ou satisfeito. E não há alternativa.

E Katniss! Ah, essa garota incrível e simples. Carrancuda e hostil. Corajosa sim, mas capaz de amar de uma maneira que ela ainda "não se dá conta" de que é capaz, é a melhor personagem com quem já  lidei. Eu a compreendo completamente, a Suzanne Collins tendo escrito em primeira pessoa torna tudo mais intimo. É fácil lê-la e torcer por ela. É como se fosse uma amiga muito querida, a quem não posso aconselhar, mas por quem posso torcer e sofrer junto.
Essa proximidade entre eu e a personagem não me permitiu ficar afastada do livro por muito tempo.

Foi maravilhoso e terrível. Foi intenso, apavorante e extremamente convincente.

Eu fui absorvida pela história e fiquei avida pela sequencia. Não quis e não pude evitar.

Apesar de já saber no que a história vai dar, eu me emocionei tudo de novo. A tradução da Rocco não deixou nada a desejar a versão original, apesar de eu saber o quanto foi criticada por aí. Foi uma excelente adaptação na minha opinião, apesar de não conseguir me acostumar com a Katniss vivendo na Costura.
Mas a essência, os detalhes, tudo está lá. E eu me emocionei em partes que antes, foram apenas passagens para mim.

Perfeito.
Nada mais a dizer.


Ah, para o caso de interessar, a série virou filme. A estréia vai ser em 23 de Março de 2012.
Veja abaixo o trailer:

Vou na pré estréia!!!
\o/

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___________Citação

"[...]Mas estou presa aqui não só pelas paredes do aerodeslizador como pela força que segura aqueles que amam aos que estão para morrer. Quantas vezes não os vi, ao redor da mesa de nossa cozinha, e ficava imaginando: Por que não vão embora? Por que ficam para ver?
E agora sei a resposta. É por que não há alternativa."
(Jogos Vorazes - p.370)

Matta ne!
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segunda-feira, novembro 14, 2011

Como Treinar o seu Dragão - Cressida Cowell


"Conheça Soluço Spantosicus Strondus III: a Grande Esperança e o Herdeiro da Tribo dos Hooligans Cabeludos - mas um garoto sem qualquer talento para liderar. "Como Treinar o seu Dragão" conta a tumultuada jornada de Soluço em sua iniciação como um legítimo guerreiro viking: junto com os outros garotos da tribo, ele precisa domesticar e treinar o dragão mais feroz e assustador que for capaz de capturar. Em vez disso, Soluço acaba com o menor dragão que já se viu - e, para piorar, o animal é teimoso, impossível de ser adestrado e completamente banguela. Começa aí a aventura do mais encantador e improvável dos heróis e de seu dragão muito mal-educado.

Inteiramente ilustrado, com muita ação e o tipo de humor que arranca gargalhadas até dos mais carrancudos, "Como Treinar o seu Dragão" é o primeiro livro de uma série que é sucesso mundial, que inspirou o filme de animação cotado como uma das estreias mais importantes deste ano."
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Ai, ai.
Falando muito sério, eu me surpreendi para valer com esse.
Não em um bom sentido, infelizmente.
Não me entenda mal, o livro não é ruim. Não é ruim mesmo. Mas, o filme é simplesmente sensacional demais e deixa o livro no chinelo. Sério mesmo. Acontece que esse é o primeiro caso em que eu tenho notícias desse tipo de situação.

Fala sério? Um filme baseado em livro melhor (MUITO melhor) do que a história em que foi baseado.

Se você souber de um único outro caso - eu te desafio a dizê-lo.

A história de Como Treinar o seu Dragão - no livro - conta a história de Soluço - um garoto viking que foge completamente do esteriótipo desses guerreiros, ele é magricela, baixinho, inteligente demais e um pouco temeroso além da medida para se parecer propriamente com um viking. Acontece que Soluço não é muito a favor de violência e tortura, então ele é um deslocado em sua tribo, onde todos são grandes, burros e violentos.
Isso já seria um grande problema para os vikings comuns, mas Soluço ser do jeito que é, é absurdamente sério uma vez que ele é o filho do líder da tribo dos Hooligans Cabeludos. O que se espera dele é que ele seja forte, bravo, violento, burro e que tenha um dragão terrível como mascote.
Mas tudo o que Soluço consegue é ser completamente inútil em tudo o que tenta fazer - não é bom com esportes, nem em lutas, nem em parecer assustador - e, agora, que está prestes a passar pela iniciação viking para ser aceito em sua tribo como um guerreiro, o que ele mais teme é não conseguir realizar tudo o que esperam dele.
A prova de iniciação se baseia em duas partes - capturar um dragão e treinar o dragão.
Soluço até captura um dragão - nada muito extraordinário, como já era de se esperar.

Agora, por que é inevitável e principalmente por que eu quero, vamos analisar o Soluço do livro.

Soluço é tremendamente sem graça, para se resumir. Ele não tem iniciativa e nem mesmo quer se colocar a prova como o Soluço do filme. Ele não é nenhum gênio, para falar a verdade é só um garoto com um pouco de idéias. O que, em uma tribo onde a outra opção para futuro líder é alguém chamado Melequento, nem dá para chamar de incrível.

E, pelas barbas de algodão doce do papai noel, o que diabos é o Banguela?

Minha fúria com aquela miniatura de dragão não cabe em uma simples página de blog! Simplesmente insuportável. E, em nome de Odin, quem riria daquelas piadas estúpidas? Se eu fosse um dragão que gostasse de piadas e alguém me contasse aquelas explosões de bosta... Eu mataria todo mundo! Sem dó.

Que todos os Deuses de Asgard castiguem essa maldita criatura!!!

Voltando.
Fico curiosa em imaginar o que a Cressida deve ter pensando ao ver o filme que é MUITO superior as suas obras. (Já disse que o filme é melhor que o livro? Achei melhor ressaltar... Nunca se sabe!) Falando sério. Eu curti muito mais o lance do fúria da noite, o caso do Soluço ter aquele senso de humor ferino e inteligente, o lance do final do filme quando menino e dragão acabam se "igualando" e tudo o mais na aventura.
O livro só me pareceu uma história de gente estúpida.

Tá, eu sei o que você deve estar pensando. "Mas não é obvio, cabeça de parafuso?! É um livro para crianças!!! Deve parecer um livro estúpido para você, já que é uma velha acabada e mau amada que deveria estar lendo Crepúsculo!"
E eu vou ser obrigada a lhe dizer: Vá para o raio que o parta.
Eu sei que é um livro para crianças, e que eu não sou seu público alvo. Mas dane-se.
O filme também não é, mas eu não paro de assisti-lo a três dias!

O que me diz criatura do pântano? ãh?

O fato é que o livro é bobo, e só foi útil para basear a produção da animação mais sensacional de todos os tempos.
E claro, para se passar umas duas horas quando não se tem nada melhor para fazer.

Ah, outro comentário antes que eu me esqueça. Eu simplesmente ODIEI o Perna-de-peixe como o melhor amigo do Soluço. Ele é inútil, um pé-no-saco e para piorar ainda dá uma de valente quando é para fuder com a vida do Soluço.
E, NADA da Astrid!
Ó Deus, por quê?
Sério mesmo, eu pelo menos espero que ela apareça nos outros livros da série, por que eu acho ótimo que a melhor recruta da ilha seja uma mulher. Principalmente uma que tem tanta personalidade quanto ela.

Muito triste que ela tenha ficado de fora.

Bom, acho que é isso. Dou 3 estrelas. O livro não foi empolgante, mas vejo com carinho que é por que eu vi o filme primeiro somente para ler o livro depois. Então ai vai meu conselho: Leia o livro antes de ver o filme se puder. Quem sabe o livro não será mais divertido para você?

Mas, falando sério, o filme mais sensacional de todos os tempos foi lançado em 2010. Se você ainda não assistiu Como Treinar o Seu Dragão você merece ter uma morte lenta e dolorosa com a Gretchen comendo seus fundilhos com nutela.

E tenho dito.



                   Citação

" Mas algo impediu Banguela de acompanhá-los - talvez tenha sido o grito de sofrimento e impotência de Stoico, aquele "NÃOOOOO!", que o comovera. Ou talvez, em algum lugar de seu coração verde de dragão egoísta, ele realmente gostasse de soluço e sentisse gratidão pelas horas que passaram, a atenção, as piadas, o fato de que ele nunca berrava, ou porque a lagosta que ele lhe dera a maior e mais gostosa de todas.
- Dragões são E-E-EGOÍSTAS! - Banguela disse a si mesmo. - Dragões são d-d-desalmados e impiedosos. É isso que nos t-t-torna s-s-sobreviventes.
Mesmo assim, ALGO fez com que ele voltasse [...]"
(Como Treinar o seu Dragão - p.199)
Ja ne!
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