quinta-feira, setembro 22, 2011

Filhos de Galagah - Leandro Reis


"Filhos de Galagah traz personagens inesquecíveis que irão honrar suas tradições neste mundo de glórias e tragédias. Heróis nobres e companheiros de passado sombrio que colocam em prática o treinamento de uma vida. Enquanto a pior sorte de vilões se prepara, nas sombras, para seus maiores planos.
Uma história apaixonante, que narra o inicio da jornada da heroína Galatea Goldshine, a mais nova de uma família que, por gerações, luta para proteger seus súditos de seu reino dos males do mundo e sobrevive a maldição secular: Enelock, Lorde Supremo dos Mortos, imortal e invencível, senhor de um reino de mortos-vivos e detentor de um ódio sem igual contra o povo de Galagah.
Aventura, emoção, batalhas intensas e vitórias inesquecíveis se revelem nesta obra, que também traz encontros e alianças improváveis na busca do destino..."
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Olá, Olá!
Como vão?

Eu, depois de um longo e tenebroso inverno, estou de volta. E, graças aos deuses, estou de volta em grande estilo!
Eu estive na Bienal do livro do Rio de Janeiro, mas nem acho que vou entrar em muitos detalhes para contar como foi. Sabe, daquele tipo de fazer post e coisa e tal. Tem muito sobre a Bienal por aí na blogosfera e não vejo por que me repetir. Só digo que é MUITO legal mesmo, vale muito a pena e aconselho todo mundo a ir... Daqui a dois anos.

Mas como sempre, indo ao que interessa, o livro do qual falo hoje foi uma grande oportunidade para mim. Há um tempo atrás eu dei sorte de "descobrir" um booktour com o primeiro livro da trilogia do Legado Goldshine e, é claro corri para participar. Depois, olhando com mais calma vi que quem estava fazendo o booktour era o próprio autor o Leandro Reis, mais conhecido como @Radrak.
Eu dei sorte de muitas formas, por que além de ter me apaixonado por um novo mundo, o autor é mesmo muito legal e atencioso.

Eu não pude conhecê-lo pessoalmente na Bienal, mas comprei logo a trilogia do Legado, para vocês terem uma ideia do quanto gostei do primeiro volume da história.

Bom, a história. Para falar a verdade eu nem sei por onde começar precisamente. Foram muitas e grandes as surpresas que me abalaram (positivamente) e me deixaram sem fôlego. 
O Mundo aqui é outro. Medieval e dividido em vários reinos. Com reis e rainhas e uma guerra iminente contra um grande mal. Parece algo que você já leu? Não se engane. É aqui que tudo se torna diferente.

Primeiro, o protagonista. Galatea Goldshine. A escolha de uma mulher para heroína foi uma das coisas que me fez gostar especialmente de Filhos de Galagah. E ela é absolutamente linda. Sério mesmo. Todos os homens simplesmente tem que olhar para ela uma segunda vez. Eu meio que a imaginei como essas super modelos loiras com mais de 1,80 de altura. Mas com mais músculos, sei lá. Por que o que essa mulher é capaz de fazer em batalha, não pode ser coisa de anoréxica nem a pau. Nem mesmo com a ajuda de Radrak!
Em várias passagens ela é subestimada e quem o faz se arrepende amargamente. Ela é muito justa e sua fé em seu Deus é tão grande que ela provavelmente é capaz de fazer qualquer coisa em nome dele. Ela é o melhor herói que eu vejo em muito tempo. Mas Galatea é boa demais para uma garota de 17 anos. Quero dizer, qual é o defeito dela? Ela se foca totalmente em sua missão e em sua fé. Isso é possível? É um pouco fora da realidade que alguém seja tão perfeito. É meio sobrenatural que ela seja praticamente uma Deusa. E as pessoas não param mesmo de endeusa-la, então, eu meio que concordo com a Iallanara quando ela se cansa de todo mundo morrendo de amores pela Galatea e fazendo tudo por ela antes de ela precisar pedir.
Mas no caso da Iallanara é puro despeito. No meu caso é... Lógica?
Sei lá.

Isso me faz pensar no nosso anti-herói a co-protagonista Iallanara. Curiosamente, o personagem com quem mais me identifiquei. Eu gostei dela de graça no começo, mas depois foi se tornando algo justificavel. Ela teve uma infância terrível e esteve sempre sozinha. Eu acredito que os demônios que ela tem que enfrentar são piores do que os de Galatea. E ela é ruiva. Como eu. Por que ela não pode ser mais bonita do que a Galatea? =X
E ela é bruxa. O que pode ser mais legal do que ser bruxa? Nada, se você é da geração Harry Potter como eu.
Mas assumo que ser bruxa do jeito da Iallanara não é muito legal não. Mas eu estou MUITO na torcida por ela!
\o/
GOGOGO Iallanara! Go!

Segundo, talvez a principal razão por trás da coisa toda de gostar da história: Dragões! O que pode ser mais legal que Dragões?
*-*
E, aqui, eles foram usados com o devido respeito. Eles são super foda e poderosos. Nada pode ser melhor que dragões. Infelizmente eu não os vi em sua verdadeira forma, mas espero que tenham batalhas épicas cheias de dragões em seu poder total no futuro!
*O*

E também tem o Ethan. Que é suuuuper foda. Já viveu alguns séculos e é cheio de mistério e sabedoria. E Sephiros que é um Elfo mago. Um. Elfo. Mago.
Meu coração esta dividido entre os dois e não sei dizer qual deles é o "meu" cara. Vamos continuar lendo para ver qual deles vai me fazer cair de joelhos. Não sei mesmo de qual dos dois eu gosto mais.

...
O quê?
Toda série tem que ter aquele personagem especial que faz seu coração bater mais forte com as situações que o colocam em perigo e...
...
Ah, ta bom. Eu sou a estranha que se apaixona por personagens de livros. E daí?
¬¬

Mas, acima de todos eles está Gawyn. Ele é um elfo que foi criado por humanos como escravo. Ele também teve uma vida muito difícil. Mas a forma dele de lidar com isso é brilhante. Ele é MUITO, MUITO engraçado. Eu ri alto sozinha por causa dele. Tive que fechar o livro para rir dele várias vezes. Aliás, depois de um final SUPER TENSO com várias reviravoltas e uma leitura frenética para saber logo o que diabos ia acontecer, eis que me surge Gawyn e me faz terminar o livro morrendo de rir.
Ele é o melhor personagem para mim. Ele tem variações de humor, sim, mas nada disso afeta o jeito dele de ser. Tipo o Peter Parker dos quadrinhos, sabe?
Solta-lhe um soco na cara seguido de uma piadinha sobre isso.

Filhos de Galagah nos conta o começo da jornada de Galatea para trazer uma paz há muito almejada por seu povo e sua família. Ela se torna uma Guardiã da Vida, tomando o lugar que era de seu irmão mais velho e primogênito. Sob a sombra do maior inimigo de sua família, que também é a personificação do mal, Enelock. Ela tem a "sorte" de encontrar alguns amigos em sua jornada. Mas ela também encontra muitos problemas.

A todo momento confusões apararem e Galatea se envolve inclusive, nas que não tem nada haver com ela. São problemas inusitados, são problemas intensos. São problemas mesmo.
Mas Galatea tem fé, tem coragem, tem amigos. E juntos, minha nossa, eles fazem um estrago bonito mesmo. Aliás, Galatea sozinha, apenas com sua espada e seu escudo, faz um estrago TREMENDO. É muito movimentada toda a cena de batalha e você entra tanto no clima que é capaz de xingar quando algo da errado.
Não dá para supor nada sobre o que pode acontecer em seguida e isso é o mais interessante. Você lê sem saber onde aquilo vai dar. Eu praticamente não larguei o livro. Foi emocionante, para dizer o minimo.

Tenho que ressaltar que o mundo criado aqui é muito bem trabalho. Você é o tempo todo introduzido a novas religiões, dogmas e a um mundo inteiramente novo e tão completamente bem construído quanto a Terra Média, Nova Éther ou Westeros. Há muitas especies racionais coexistindo, sociedades que interagem em vários níveis e muitas referencias que eu adoro, como os Elfos, os Centauros e mesmo os assustadores Mortos-Vivos. 

Achei que faltou romance. Claro que esse não é o foco da história, mas eu gosto quando tem um romance acontecendo em alguma história secundária, sei lá. Sabe o lance do amor que sobrevive a toda a guerra e todo o mal e coisa e tal? Pois é, é minha parte preferida. Xp

Veja bem, se você não reparou, a minha reclamação sobre a história é sobre a perfeição da protagonista... De tudo o que eu já reclamei na minha vida de blogueira, acho que essa é a minha reclamação mais leve.

Eu já agradeci ao Leandro pela maravilhosa oportunidade de conhecer seu mundo e me apaixonar por ele. Eu comprei a trilogia inteira na Bienal e espero terminar de lê-la em breve. Ela agora está em um lugar muito especial da minha estante, ao lado de J.R.R. Tolkien, George R.R. Martin e Raphael Draccon. E juro por Deus, não deixa nada a desejar para nenhum deles. É um lugar de destaque! Muito merecido.

Eu adorei. Não tenho como recomendar mais.
Leiam. Leiam. Leiam.
É uma ordem!
...
Vocês já sabem o que acontece quando me desobedecem, certo?

Pedobear vai pegar vocês.

Dou 5 estrelas, entra para os favoritos e entra para o cantinho mais especial da minha estante.
Muito foda.
Vejam o site do autor, com mais informações sobre a trilogia do Legado Goldshine aqui. E aqui.

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                       Citação
"Jamais deixe um inocente para trás e eles se inspirarão em seus atos para sempre. - ouviu, em sua mente."
(Filhos de Galagah - p.288)

"O elfo pegou uma pedra e atirou em Gawyn, acertando-o na testa.
- Ei! - protestou o espadachim, passando a mão no ferimento.
- Pelo velho carvalho, me desculpe. - O elfo mago corou de vergonha. - Não foi minha intenção...
Iallanara, que saía, parou e ficou observando-os por poucos segundos.
- Você segura adagas e flechas, mas é derrotado por uma pedra? - perguntou.
- Não funciona com elfos... - resmungou Gawyn, rindo em seguida.
Sei... - a ruiva sorriu."
(Filhos de Galagah - p.336)

Matta ne!

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domingo, setembro 11, 2011

Dica de Anime - Elfen Lied






                                                                                     
Bom, a minha dica dessa vez segue com um aviso claro e insistente: Não assista esse anime na sala quando estiver perto de seus pais ou de crianças por que contém nudez e muita violência.

Esse é um dos animes mais sensacionais que eu já tive a oportunidade de assistir, mas ao mesmo tempo, é um dos mais pesados. Com pesado eu quero dizer que é daqueles que deixam um gosto tremendamente amargo na boca. Algumas cenas foram como um soco no estômago.
Temas muito dificeis são tratados aqui, e a crueza com que são mostrados pode assustar um pouco.

Elfen Lied conta a história de Kouta e Lucy. A história se passa na cidade japonesa Kamakura, e começa com a fuga de Lucy, uma poderosa Diclonius Rainha (por ser naquele momento a única com o poder de reprodução através dos vectores), de uma ilha, um centro de pesquisas, fortemente protegido por gente armada, com uma instalação científica enorme. Na tentativa de impedi-la, um sniper acaba acertando seu capacete e a derruba no mar. Depois ela é encontrada por Kouta e sua prima Yuka na praia da cidade, sem roupas, sem memória alguma, com comportamento de uma criança pequena e a única coisa que conseguia falar era "Nyuu".
Lucy/ Nyuu no momento em que é encontrada por Kouta e a horrorosa da Yuka.

Por ela só saber falar isso, eles acabam chamando-a de "Nyuu" mesmo. Depois ela acaba por ir morar com Kouta, numa antiga pensão fechada, que ele tinha alugado para morar enquanto estudava na universidade. Enquanto isso, o pessoal que trabalha no laboratório está desesperado atrás da Lucy, e enviam assassinos profissionais e outras Diclonius atrás dela.

O anime de 13 episódios mostra os Diclonius como uma possível evolução da humanidade. Os Diclonius se parecem muito com humanos normais, porém, possuem algumas diferenças: Uma glândula pineal de tamanho exacerbado, um par de pequenos chifres em suas cabeças, olhos e cabelos avermelhados/rosados, e conseguem sentir a presença de outros de sua espécie. Como resultado da mutação na glândula pineal, competem à telecinese; desenvolvem estruturas de natureza desconhecida, de ação física similar à de braços, denominados vectors.
Lucy e seus "vectors"
Mais de Lucy e seus "vectors"

A força que tais estruturas possuem o poder de meramente reduzir uma cabeça humana em bocados, e parar tiros. Por causa dessas características especiais, os Diclonius sofrem preconceito; tanto por medo de suas potencialidades quanto por interesse da espécie humana. Uma relação de extermínio e uso se estabelece; os humanos desejam exterminar os diclonius, mas antes, aproveitam-se deles para pesquisas, e os diclonius desejam eliminar os humanos por vingança pelos maus tratos e sofrimentos causados pelos humanos.
Nana após uma bateria de testes

Os Diclonius nascem de pessoas normais, mas cujo o pai ou a mãe foi infectado com um dos vectors de outro Diclonius no seu cérebro.
A tola Nana em sua tentativa de abater Lucy. Deve ter doído.

Voltando. O anime tem como protagonista Kouta e Lucy. Kouta é um garoto normal e Lucy uma rainha Diclonius. Lucy consegue ser assustadora mesmo. Ela é uma pessoa perturbada, mas eu te desafio a não compreendê-la e perdoa-la junto com o Kouta depois de assistir o anime inteiro.
E ela não é do tipo de garota que gosta de bater um papo. Ela é mais do tipo que arranca membros e coisa e tal.
Falo sério.


Mas o que eu mais queria falar sobre esse anime é que ele tem clichês, fanservice, violência, nudez e abusos infinitos, mas eu nunca vi nenhum anime com história mais bonita. Sei que o final é filler, mas estou me lixando. A cena final é cheia de lirismo e eu o amo tanto, que será para sempre meu favorito.


Enquanto a gente vive cercado por animes com finais confusos, duvidosos ou simplesmente horriveis eu aconselho cuidar muito bem da pérola que é Elfen Lied.

E kouta é um bom protagonista.

Nosso bom Kouta
Sério que eu me sinto orfã de bons protagonistas. Ele não é um garoto pevertido como é comum ver por aí em metade dos animes com harem, mas ele também não é nenhum idiota como se vê na outra metade. Ele é um cara normal que sabe aproveitar oportunidades.
XD
Um bom momento para aproveitar

 E todas as outras meninas no "harem" de Elfen Lied tem seus próprios monstros para enfrentar e histórias tão terriveis quanto a de Kouta e Lucy.
Mayu, Yuka, Nyu e Nana

Com excessão da desnecessária Yuka. Ela é um nojo e eu odeio ela com todas as minhas forças. E ela é feia. Muito. Feia.
O quê?
E daí que isso soou infantil. Eu sou team Kouta/Lucy.
Lucy e Kouta
E essa intrometida sempre fica aparecendo para atrapalhar.

Eu desejo de coração que eu não tenha assustado vocês os meus avisos com relação a violência e temas adultos. Você não vai se arrepender se assisti-lo. Recomendo muito, muito mesmo.

E a abertura dá medo. É tipo música Élfica e coisa e tal. Mas me gusta.
Assista On Line aqui e aqui.

quarta-feira, julho 27, 2011

Correio Coruja!

Uau... Acho que essa é a que menos dá para ver as capas. Ficou ruim mesmo. Mas -
Assim dá para ver todos eles. É, a sensação tão minha amiga de não estar tudo aí ainda persiste.
Ah, esses livros aí são para sorteio! *-* Aí vocês gostam certo? Xd
Tive que comprar um moletom novo de Harry Potter por que o meu antigo já andava sozinho.
                                                                   
Olá, olá. E quem disse que eu consigo fazer isso semanalmente? Não consigo, mesmo. Então vai ser feito quando eu achar que já chegou coisa demais. Pronto.
E, devo ressaltar aquilo que eu disse ali em cima sobre achar que não estão todos os livros que chegaram aí.
U_u
Mas a vida continua!!!
Bom:
De pé
- Julieta - Anne Fortier
- Liberte meu Coração - Mia Thermopolis & Meg Cabot
- Insaciável - Meg Cabot (Insatiable) - vol. 1
- Manual do Novato 101 - P.C.Kast e Kim Doner (House of Night)
- Mundo das Sombras - L.J.Smith (Vampiro Secreto) - vol.1
- Os Sete Selos - Luiza Salazar - vol.1
- O Sussurro Mais Sombrio - Gena Showalter (Os Senhores do Submundo) - vol.4
- Pegasus e o Fogo do Olimpo - Kate O'Hearn (Olimpo em Guerra) - vol.1
Deitados
- Anna e O Beijo Francês - Sthepenie Perkins
- Como se Livrar de Um Vampiro Apaixonado - Beth Fantaskey - vol.1
- O Rei do Ferro - Julie Kagawa (Os Encantados de Ferro) - vol.1

Os dvd's de Harry Potter ano 1 ao 6 + os 7 livros mais o moletom eu comprei juntos. Os livros fazem parte do grande pacote que estou fazendo para sortear aqui.
Vocês vão ficar zonzos!

Ja ne!

                                                       

terça-feira, julho 26, 2011

Como se Livrar de Um Vampiro Apaixonado - Beth Fantaskey

"Jessica Packwood levava uma vida tranquila no interior da Pensilvânia e esperava ansiosamente pelo inicio do ultimo ano escolar. Seus planos eram se formar e conseguir uma bolsa de estudos para a faculdade, ganhar a olimpiada de matemática e namorar seu colega Jake Zinn.
Mas aí um novo aluno esquisitão (e muito gato) chamado Lucius Vladescu aparece do nada, dizendo que Jessica pertence à realeza vampirica e lhe foi prometida em casamento para selar a união entre os clãs mais poderosos dos vampiros. E de repente Jessica percebe que sua vida está prestes a virar de pernas para o ar.
Para completar, Lucius fica hospedado na casa dela e faz de tudo para conquistá-la e atrapalhar seu flerte com Jake. Com a desculpa de que está fazendo intercâmbio, ele gruda em Jessica na escola e humilha todos os outros alunos da aula de literatura. O romeno esnobe e perfeitinho tira a garota do sério, mas logo começa a se encantar pelo estilo de vida local e a rever seus conceitos.
Jessica, por sua vez, vivencia uma importante autodescoberta e sofre uma transformação fisica e psicologica, fazendo as pazes com o seu passado e chegando a uma encruzilhada: ela deve ignorar o pacto de casamento e tocar sua vida simples ao lado da familia e do namoradinho do colégio ou se abrir para uma experiência surreal e se unir a Lucius por toda a eternidade?
Em seu livro de estréia Beth Fantaskey mesclou humor, fantasia, romance e terror para criar uma história supreendente. Repleto de tiradas sarcásticas, diálogos divertidos e personagens complexos, Como se livrar de um vampiro apaixonado apresenta uma nova forma de enxergar os mortos-vivos mais atraentes da literatura mundial."
                                                                

Olá mochileiros!

Aqui estou eu mais uma vez com uma história de vampiros. O tema já está batido e inclusive outros temas como anjos e lobos já tentaram pegar o lugar dos sanguessugas como monstro literario favorito. Pode até ser que os outros monstros tenham consigo achar seu lugar, mas nenhum deles ainda alcançou o que as sagas vampiricas alcançaram até agora.
Eu digo isso por que eu não menosprezo um livro por ser de uma onda chamada de "já batida", e não julgo também pelo monstro que o livro aborda.

Especificamente, Como se livrar de um vampiro apaixonado acabou se tornando uma surpresa. Eu nem mesmo pretendia comprar esse livro, menos ainda lê-lo esse ano, com tantos livros na frente dele e coisa e tal. Mas, como nem tudo na vida consegue ser devidamente planejado acabei não apenas comprando-o como lendo-o na frente de um monte de outros.

Eu fiquei surpresa em varios niveis. Para começar, a capa e o titulo bobos me passaram uma boa rasteira. Eu deveria ter acreditado mais na sinopse do livro quando diz que "[...] Repleto de tiradas sarcásticas, diálogos divertidos[...]", não é brincadeira.
O livro é MUITO engraçado. Eu juro. Uma pena que, a certo ponto, isso se perde completamente e o livro passa a ser um drama digno de Emily Brontë.
É bem curioso que a forma de amor de Catherine e Heathcliff seja o tipo de amor que faz sucesso nos romances. Quero dizer, quando a forma de amor abordado é imediato, puro e "meloso" as pessoas tendem a não gostar. Mas, quando o amor é baseado em sofrimento, negação e até crueldade todos vão aplaudir?

É interessente ressaltar isso, por que acho que isso tem haver com cada um em particular e com a própria vivência que cada um tem de amor.

E, não. Eu nunca me apaixonei a primeira vista e isso não é sempre agradável de se ler. É só que o tema amor para mim sempre foi muito claro e facil. Não sou hipócrita e sei que nem todo mundo teve a mesma sorte que eu. Mas tenho essa teoria e me baseio nela.
Se você não gosta, provavelmente faz parte dos que não tiveram a vida amorosa muito facil.
...
O quê? Não gostou dessa também? Hora vamos! Preste atenção a analise do livro e esqueça sua vida pessoal. Ninguém quer saber se você tem posters do Edward Cullen/ Robert Pattison colado no quarto e nem se você esconde fotos da Juliana Paes pelada, por que você é solitário e seu parceiro é sempre sua mão.
Sério. Ninguem quer saber mesmo.

O fato é que eu não sei se gostei do livro. Ele me prendeu para valer, isso sem dúvida. Eu até sonhei com o Lucius. E devo adimitir que eu não queria acordar. Mas, o problema reside na demora para se consolidar certos fatos.
Eu já falei disso aqui quando eu fiz a resenha de Amante Revelado, mas virgens me casam! Agora, imagine uma virgem de TUDO? Tipo, a garota nunca nem mesmo foi beijada!!!
Quando eu li isso eu saquei imediatamente. Eu, e Antanasia Dragomir nunca dariamos certo.
E você não imagina qual o outro problema que eu tive com ela. Sim, é outro problema recorrente do qual eu já reclamei aqui antes. É, se você leu a sinopse e acompanha o blog eu sei que você já sacou.
Se leu a sinopse, acompanha o blog e ainda não sabe eu quero que você sofra uma dilatação anal forçada que resulte em lesão esfinctérica de intensidade imprevisível.

É, seu biltre.

Voltando.
Antanasia (outro nome esdruxulo, mas não estou contando isso) é Nerd. É, isso mesmo. Outra que se diz nerd e eu sofro. Aliás, não vou evitar a piadinha infame e dizer ANTAnasia não era para ser atoa. Por causa dessa Anta, eu passei mais da metade do livro vendo-a jogar pela janela tudo o que era para ser MAGNIFICO. Só para vê-la fazer o que era legal. Pelo amor de Deus, em que mundo você troca o que é MAGNIFICO pelo o que é apenas legal?
Bom, nesse mundo.
Por que ela quis o que era apenas legal, eu tive que aguentar a outra metade do livro com os choramingos e ataques de ciumes dessa garota estúpida.
Por que eu trato personagens de livros como pessoas de verdade? Bom, eu também tenho problemas mentais.

Mas, para variar sarcasmo o protagonista salva o livro. O livro vale pelo Lucius. Lindo, inteligente, misterioso, perigosissimo. Preciso dizer mais?
Ok.
Ele é meu número. Aliás, ele é mais do que o meu número. Ele é perfeito. Eu nunca teria encontrado alguém mais dentro dos meus padrões. Lucius só tem UM defeito. Só unzinho. Infelizmente um que não dá para perdoar. Lucius ama Antanasia.

...

Você também brochou não é?
Mas então. O legal mesmo dele é que ele dá um passa fora bem legal a Anta, fazendo assim ela cair na real. Na minha opinião, isso fez dele o protagonista de todos os tempos. Tipo, a você vai fazer doce e não me quer? Espera um pouquinho então!
HAHAHAHAHAHA
Chupa Anta!

Ai ai. Tá. Você pode não entender, mas isso é para você ter vontade de ler esse maldito livro. Acho que não dá para ama-lo assim como não dá para não gostar dele. Ele é 8 e é 80.
E, se você procura um casal que NÃO faz juras eternas logo de cara, você encontrou mesmo.


E, ah, Lucius... <3

Se não fosse pela completamente idiota e virgem Antanasia, o livro seria mesmo perfeito. Sério, odeio a personagem.

Vale muito a pena, eu acho. Foi divertido, por que tanto a Anta, quanto o amor da minha vida Lucius, são engraçados e sarcasticos. E as cartas de Lucius para casa me fizeram dar algumas gargalhadas. Principalmente no começo quando ele conhece Antanasia e tenta falar dela sem ofender mas fracassando miseravelmente.
X'D

Recomendo!

             Citação


"[...]Estou de pilhéria.
Claro que vencerei. 
(Um Vladescu contra um trabalhador braçal... eu poderia ganhar Antanasia com uma das mãos amarradas às costas e talvez usando uma venda.) 
Mas toda a situação é desanimadora, para dizer o minimo. 
Pensar que Antanasia considera flertar com um caipira quando um principe demonstra interesse... Quando um Vladescu demonstra interesse! 
Culpo as lentilhas. 
Pode-se esperar que um nobre acostumado com carne alcance o máximo de rendimento à base de grãos empapados?"

Matta ne!
                                                     

quarta-feira, julho 20, 2011

Percy Jackson e Os Olimpianos - O Último Olimpiano - Rick Riordan

"Os meios-sangues passaram o ano inteiro preparando-se para a batalha contra os titãs, e sabem que as chances de vitória são pequenas. O exército de Cronos está mais poderoso que nunca, e cada novo deus ou semideus que se une à causa confere mais força ao vingativo Senhor do Tempo. Enquanto os olimpianos se ocupam de conter a fúria do monstro Tifão, Cronos avança em direção à cidade de Nova York, onde o Monte Olimpo está precariamente vigiado. Agora, apenas Percy Jackson e seu exército de heróis podem detê-lo. Nesse quinto livro da série, o combate que pode acarretar o fim da civilização ocidental ganha as ruas de Manhattan, e Percy tem a terrível sensação de que sua luta, na verdade, é contra o próprio destino. Revelada a sinistra profecia acerca do décimo sexto aniversário do herói, ele enfim encontra seu verdadeiro caminho."
                                                                      
Horay?
Bem, eu devo começar dizendo que eu terminei de ler o último livro de Percy Jackson e Os Olimpianos no dia 14 de julho.
Mas eu entrei em uma fase muito particular na qual eu não estava conseguindo lidar com as despedidas.
Para você que não está entendendo:
Assim que eu escrevesse e publicasse essa resenha sobre Percy, eu estaria me despedindo dele. Praticamente no mesmo momento em que eu ia me despedir do Harry.
Foi um dia especial de muitas maneiras. Eu, particularmente, gostei muito de todos os momentos em que estive ao lado de Percy e o vi brandir Contracorrente. Eu estava mal por ser a última aventura e descobri que, apesar de eu pensar que eu já tinha superado isso, vi claramente  que eu estava ferrenhamente enganada.
 Eu nunca estarei pronta para me despedir de Percy, nem de Harry, nem de Zsadist e nem de todos os outros. Nada, nunca, será suficiente quando você se apaixona por um personagem.
Pieguisse a parte, vamos lá.  


A conclusão das aventuras de Percy não deixou a desejar como mais uma das histórias do Tio Rick.
Tudo acontece em ritimo acelerado, as pontas soltas são amarradas e cada novo mito e uma nova vitória são tão espetáculares que você se sente naquele momento erguendo sua espada/lança/escudo ou a arma que lhe apetecer melhor, para comemorar a SUA vitória.
Sabe como é?
Daquele jeito que você fez em frente a televisão para ajudar o Goku com a Genki Dama.
...
Não finja que não é com você. Eu sei que você fez também.

Não vou conseguir escapar das comparações mais uma vez. Percy é um herói tão parecido com o Harry que eu li a história inteira de forma muito melancólica.
O defeito fatal de Percy, a lealdade, o torna uma pessoa muito fácil de prever e ele é movido por impulso com a mesma frequencia que o meu Harry. Mas, aqui, parece certo. Percy É um herói. Suas ações são resultados de sua natureza. E, ao contrário de Harry, de Percy não for o herói, nada pode dar certo.

Essa história tem um pouquinho de romance, algo inevitável para uma história de garoto de 16 anos. Percy começa a perceber seus sentimentos tardiamente, mas considerando tudo pelo que ele tem passado desde os 12 e seus muitos transtornos é mais do que aceitável.
E é claro que a história não deve ser focada na vida amorosa de Percy e esse não é o ponto que interessa.

Pessoalmente, eu não gostei do final. Do final mesmo, do finalzinho. Depois de tudo.
Simplesmente por que eu queria mais. Eu queria detalhes. Eu queria que continuasse.
Você pode, simplesmente achar que esse não é um bom motivo para não gostar de algo. É, eu sei, eu não gostei por que acabou.
Foi precoce, na minha opinião.
Poderia ser o infinito e mais além. E eu, obviamente nem preciso comentar o trabalho primoroso da Editora Intrinseca. Precisaria de uma revisão mais apurada, mas vendo o trabalho de outras editoras ultimamente, o da Intrinseca é um arraso. Pequenos erros de digitação, outros de concordância, mas - E daí?
Vejo tanta gente apegada a isso ultimamente. Faça o seguinte: Deixa para "professores de português" errustidos corrigirem a coisa todo e aproveitem a história.

Percy é quase homem agora. Ele é um lider e tem atitudes que só heróis tem. Ele luta bravamente apesar da grande profecia que previu sua morte.
E, mesmo tendo a certeza de que vai morrer, ele continua lutando!

Viu outra semelhança com o Harry, não viu?
Pois é. Se estava escrito, desde o começo, que ele teria que dar a vida para que as pessoas que ele ama pudessem viver e ter um futuro, então é exatamente isso que eles farão. Sem exitar um único momento.

Eles são heróis de verdade.
A briga com o Titã Cronos é de certa forma muito psicologica. Desde a batalha do labirinto a incerteza do "quando" fica nos rondando o tempo inteiro e isso nos dá aquela sensação de apreensão maravilhosa que não nos permite largar o livro.

Rick Riordan tem muito talento, essa é a verdade. Seu herói é um clichê, mitologia é um assunto que é bastante usado por aí, mas você lê toda a história como se isso tudo fosse a primeira vez. E eu falo sério. Quando termino mais um volume de suas histórias e analiso a narrativa e seus personagens eu percebo que todas as semelhanças com outras histórias que eu conheço e adoro são apenas de todas as coisas positivas.
E, como um livro infanto-juvenil, o Tio Rick passa um monte de lições sem nem parecer que as está passando.

Devo confessar que preferiria a Rachel a Annabeth. Mas, novamente, não se pode ter tudo. E, cá entre nós, a Annabeth nem é tão ruim quanto poderia ser.
XD

Para mim, o Percy partiu cedo demais.

A série do Percy foi sem dúvida, uma das melhores que eu já tive a oportunidade de ler. Recomendo infinitamente tê-los na estante. Eu queria que tivessem mais 12 livros para terminar, como algumas séries que estão enchendo linguiça por aí.

Mas, como já dizem os velhos sabios, tudo o que é bom dura pouco. Pouco demais.

Preciso comentar que eu dou 5 estrelas? E que, toda a série, está na minha estante de favoritos?
Espero que não.

               Citação


"Ele ergueu a mão queimada. Annabeth tocou a ponta de seus dedos.
- Você... - Luke tossiu e seus lábios brilharam, vermelhos. - Você me amava?
Annabeth enxugou as lágrimas.
- Houve um tempo em que pensei... bem, pensei... - Ela olhou para mim, como se estivesse fascinada com o fato de eu ainda estar vivo. E percebi que eu fazia o mesmo. O mundo estava desabando, e a única coisa que de fato me importava era que ela ainda estava viva. - Você era como um irmão para mim, Luke - disse ela, suavemente. - Mas eu não o amava.
Ele assentiu, como se já esperasse essa resposta. E estremeceu de dor."
(Percy Jackson e Os Olimpianos - O Último Olimpiano - Rick Riordan)

Matta ne!